— Hoje eu estou atolada de trabalho, então não vou poder acompanhar a Bia. — Disse Tatiane.
Pouco depois, a professora entrou na escola com as duas crianças.
Tatiane nem olhou para Henrique, que estava ao lado. Apenas se virou para Leandro.
— Professor, vamos.
Leandro assentiu de leve.
Os dois entraram no carro, e só então ele perguntou:
— O Sérgio me contou que você encontrou o Henrique ontem à noite. Como foi?
Só de lembrar, Tatiane sentiu o peito apertar outra vez, tomada por uma raiva sufocante. Respirou fundo e contou, sem rodeios, tudo o que tinha acontecido.
Leandro a observou por um instante.
— Você está mesmo pensando em tornar pública a sua relação com ele?
Tatiane soltou o ar devagar, como se quisesse expulsar de uma vez todo o peso que carregava no peito.
— Claro que não.
Se aquilo viesse à tona, só traria ainda mais confusão, envolveria gente demais e talvez até arrastasse a família Oliveira para o meio da história.
No dia anterior, ela só tinha dito aquilo para provocar aquele desgraçado do Henrique. Mas a postura dele, arrogante, convencido de que já tinha vencido, como se estivesse acima de tudo e de todos, a deixara sufocada de ódio.
— Expor isso até poderia abalar a reputação do Henrique, mas não ajudaria em nada no seu processo de divórcio. Ele tem tempo e disposição para arrastar essa briga o quanto for preciso. Você, não. E se a situação crescer demais, no fim das contas, quem vai sair prejudicada também é a Bia. — Continuou Leandro.
Tatiane sabia disso melhor do que ninguém.
Naquele momento, só se sentia exausta. Por dentro e por fora.
Leandro lançou-lhe um olhar de lado.
— Então espere a audiência de primeira instância. Deixe tudo nas mãos do doutor Augusto e da equipe dele. Não se envolva em mais nada. E, acima de tudo, não deixe o Henrique mexer com a sua cabeça nem te puxar para o ritmo dele.
Tatiane assentiu.
— Certo.
Leandro tinha razão. Ela sentia, havia muito tempo, que Henrique manipulava suas emoções sempre que queria. Não podia continuar daquele jeito.
Depois da conversa, Tatiane se sentiu bem melhor.
Passou o resto do dia mergulhada no trabalho.
Na hora do almoço, recebeu uma ligação de Roberto. Ele queria levá-la para almoçar.
Tatiane recusou.
— Ainda tenho uma pilha de trabalho me esperando. Vamos deixar para o fim de semana.
Ao perceber que a voz dela estava bem mais leve, Roberto finalmente sossegou.
— Tudo bem. Então, no fim de semana, a gente vai acampar e fazer churrasco.
Tatiane concordou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
30 capítulo e não aconteceu nada de interessante, esse cara é ridículo, a história tá perdendo enredo, era pra tá prendendo a gente , mas já tá um saco, li até aqui e não vi sentido algum. Me desculpa só sendo sincera…...