— Sr. Glauber, no momento não temos dez milhões em caixa. Podemos pagar em parcelas? — Marcos disse, com uma expressão totalmente sincera.
— Claro que pode. — Glauber endireitou o peito.
— Então, enquanto isso, por favor, você poderia não incomodar a Luísa? Não vir aqui perturbá-la, nem ir ao emprego dela causar confusão, só deixá-la em paz por um tempo. — Continuou Marcos.
Glauber estava radiante de satisfação. Nem sequer pensou em como Marcos, que tinha acabado de chegar, sabia sobre ele ir causar confusão no emprego dela.
— Posso, sim. — Com ar superior, Glauber respondeu, como se estivesse fazendo um favor.
— Obrigado, Sr. Glauber. — Marcos sorriu.
— Quando vai depositar o dinheiro na minha conta? — Glauber pensou no alívio de não ter que lavar copos naquele lugar e já se sentiu mais calmo. — Preciso com urgência.
— A qualquer momento. — Marcos finalmente revelou sua verdadeira intenção. — Só não sei quanto você quer agora, porque valores diferentes têm consequências diferentes.
— Consequências? — Glauber franziu a sobrancelha, confuso. — Quais consequências?
— Extorsão. — Marcos ergueu as mãos, com a expressão mais inocente possível. — Se não te dermos o dinheiro, você vai causar problemas na casa da Luísa e no trabalho dela.
— Esta é a casa da minha filha! — A raiva que ele mal tinha conseguido controlar voltou com força. — Faço o que eu quiser aqui e você, um estranho, não tem nada a ver com isso!
— Não é só a casa da Luísa. — Marcos inventou com firmeza. — É um lugar que compartilhamos com ela. Se você causar problemas, não vai afetar só ela, mas também a nós.
Glauber olhou ao redor do quarto. Além das coisas de Luísa e Cacá, não havia nada de mais ninguém!
— Quer ver o contrato? Posso mandar alguém trazer. — Marcos falou com um tom sério.
Glauber lançou um olhar furioso para Luísa. Ela o encarou de frente, sem se esquivar.


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