Ao se dar conta da situação, o mordomo fez uma ligação para Rodrigo.
— Pedir para você dar um preço foi por consideração ao fato de você ter dado à luz Cacá. — O pai de Rodrigo olhou para ela com um olhar poderoso e opressivo. — Já que você é tão ingrata, não precisamos mais discutir com você.
— De fato não há necessidade de discutir isso comigo, porque vocês não têm o direito de tomar qualquer decisão sobre isso. — Luísa respondeu, firme.
— O que você disse? — O pai de Rodrigo ficou tenso, a aura ao redor dele era sufocante.
— O pedido de divórcio já foi submetido. Quando o certificado de divórcio sair, a guarda do Cacá será minha. — Luísa se manteve firme, apesar do corpo tenso. — Se vocês tentarem tomá-lo à força, eu posso chamar a polícia.
Os rostos do pai e da mãe de Rodrigo mudaram instantaneamente.
Eles só vieram atrás dela porque pensaram nisso, caso contrário, não teriam a procurado só por ouvir um boato. Depois que o divórcio fosse oficializado, qualquer tentativa de reverter a situação seria difícil.
— Como você pode ser tão egoísta? — A mãe de Rodrigo começou a gritar. — Deixar que ele vá com você é deixar que ele passe por dificuldades. Já pensou que ele ainda é uma criança?
— A guarda é minha, não é como se o pai dele tivesse morrido. — Luísa percebeu que eles só queriam se aproveitar e manipulá-la. — Eu não impeço Rodrigo de gastar dinheiro com ele.
— No fim, você só quer usar o Cacá para conseguir dinheiro, fazendo com que Rodrigo continue te sustentando. — A mãe disse, venenosa. — Uma pessoa tão calculista como você não merece ser mãe do Cacá.
— Mesmo que eu não mereça, ainda assim mereço mais do que Rodrigo, que é um traidor. — Luísa não quis dar mais explicações.
— E qual o problema de trair? — O pai retrucou. — Isso não é incomum nesse mundo.
— Exatamente por isso que eu vou levar o Cacá comigo. — Luísa sentiu ainda mais certeza de que levar o filho era a decisão correta. — Numa família com valores tão corrompidos como a de vocês, por mais correto que ele seja, ainda será influenciado.
— Repita se tiver coragem! — O pai não podia permitir que Luísa, uma criatura submissa ao filho dele, apontasse o dedo para ele.
— Repito dez vezes se for preciso, e continuará sendo assim. — Luísa respondeu firme.
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