— Não está feliz? — Rodrigo percebeu a mudança na expressão dela.
Tatiana permaneceu em silêncio.
Antes ele havia dito que, contanto que não fosse algo contra Luísa, ele aceitaria a sua astúcia. Então, isso significava que também aceitaria o seu ciúme?
— Por que não fala nada? — Rodrigo, impassível, retirou a mão dela e ajeitou alguns fios de cabelo em volta de sua orelha.
— Tenho medo de dizer que estou chateada e você ficar bravo. — Tatiana falou, ousada, a voz carregada de ressentimento. — Eu entendo que você quer ficar com a Luísa e com o Cacá, mas...
— Mas a possessividade fala mais alto e você não quer que eu vá, é isso? — Rodrigo leu seus pensamentos.
— É. — Tatiana mordeu o lábio.
Ele simplesmente a observava.
— Você disse que eu sou a pessoa mais importante para você. — A primeira frase saiu com dificuldade, mas a segunda veio mais fácil. — Mas agora você me coloca sempre em segundo plano por causa deles, e isso me deixa triste.
— Tatiana. — Rodrigo ajustou o tom, sério.
A rigidez em sua voz fez Tatiana pressentir algo ruim. No segundo seguinte, ele falou:
— Você sabe melhor do que ninguém por que eu disse aquelas coisas.
O corpo dela congelou, a respiração parou por um instante.
— Seu corpo ainda não se recuperou totalmente, eu não deveria ter dito isso. — Ele ajeitou os cabelos sobre os ombros dela, mantendo a voz calma. — Mas você se envolveu demais.
— Não é... — Tatiana entrou em pânico.
— Se não o impedir, você e eu sabemos qual será o resultado. — Rodrigo continuou, gestos ainda gentis, mas palavras cortantes como lâminas. — Você deveria saber que, além da Luísa, eu não quero o amor de mais ninguém.


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