Marcos não fazia a menor ideia de que o perigo estava se aproximando. Ele conversava com Luísa de forma descontraída, dizendo coisas ao acaso, tudo para fazê-la relaxar e se distrair.
De repente, um celular vibrou. Os dois foram atraídos pelo som ao mesmo tempo. Marcos tirou o telefone do bolso e, ao ver quem estava ligando, um brilho quase imperceptível passou por seus olhos. Em seguida, desligou sem hesitar.
— Quem era? — Perguntou Luísa.
— Propaganda. — Respondeu Marcos.
Luísa ficou confusa.
— Comprei algo um tempo atrás, desde então não param de ligar. Nem bloqueando resolve. — Ele falou com tanta naturalidade que parecia verdade.
Luísa não pensou muito a respeito e acreditou no que ele disse.
Mas, no segundo seguinte, o celular dele tocou novamente. Dessa vez, era uma mensagem. O remetente era o pai de Marcos, e o conteúdo tinha apenas algumas palavras:
[Volte em meia hora, ou então vou concordar em cooperar com Rodrigo.]
Marcos ficou sem reação e não respondeu.
— Se tiver algum compromisso, pode ir. — Luísa percebeu pela expressão dele que a mensagem devia ser importante. — Eu estou bem aqui.
— É uma mensagem do meu pai. — Marcos não escondeu. — Mandou eu voltar para casa para ir a um encontro. Um saco.
— Vocês fizeram as pazes? — Luísa perguntou com cautela.
— Nunca nesta vida. — Só de mencioná-lo, Marcos já ficava impaciente. No fundo, ele realmente detestava o pai. — Não liga. Ele que faça o que quiser.
Luísa não tentou convencê-lo. Ela e Bruna só conheciam por alto a relação entre Marcos e o Sr. Jorge. Mas ambas acreditavam que, além dos conflitos que conheciam, Marcos certamente escondia outras coisas. Caso contrário, não teria passado tantos anos tratando o pai daquela forma.


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