— Você querer as ações que estão nas mãos do meu pai não é problema meu, mas o que está sob o meu nome você não encosta. — Bruna foi direta, deixando claro o objetivo. — Caso contrário, eu conto tudo ao Rodrigo.
As mãos de Tatiana, pendendo ao lado do corpo, se apertaram pouco a pouco.
Pelo jeito dela, ainda não sabia exatamente o que Bruna tinha descoberto com os médicos. Se soubesse, já teria ido correndo contar tudo ao Rodrigo.
No momento em que isso viesse à tona, Rodrigo a abandonaria sem hesitar. E sem a ajuda dele, mesmo que tivesse ações nas mãos, ela seria facilmente engolida por gente como José, um veterano do meio empresarial, até não sobrar nada.
— E então? — Bruna perguntou ao ver que ela já tinha pensado o suficiente.
— Tudo bem. — Tatiana ponderou várias vezes antes de finalmente concordar. — Mas eu também tenho uma condição.
— Fala. — Bruna estava relaxada.
— A partir de hoje, você não pode mais investigar esse assunto, nem contar isso a ninguém. — Tatiana disse palavra por palavra, com um lampejo de emoção nos olhos.
— Sem problema. — Bruna aceitou prontamente.
— Ela também. — Tatiana então olhou para Luísa.
— Está bem. — Respondeu Bruna.
Luísa ficou confusa.
Ela aceitou assim, tão fácil?
Com o acordo fechado, Tatiana pegou o celular e ligou para Rodrigo. O sinal chamou uma vez atrás da outra, até a chamada cair automaticamente, sem que ele atendesse. O rosto de Tatiana foi escurecendo pouco a pouco. Para não perder a dignidade diante das duas, ela arranjou uma desculpa:
— O Rodrigo deve estar em reunião. Depois que terminar, eu falo com ele.
Desde o ocorrido na noite anterior, Rodrigo não tinha atendido nenhuma de suas ligações, nem ido vê-la. As mensagens que ela mandou também ficaram todas sem resposta.
Na cabeça dela ecoava apenas a frase que ele disse ao sair: "Você não acha que está sendo um pouco precipitada?"
— Como eu vou saber se você falou ou não? — Bruna claramente não acreditou.

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