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Ela Pediu o Divórcio com o Bebê nos Braços — e Ele Surta! romance Capítulo 223

— Nem comendo você consegue calar a boca? — Henrique percebeu que o clima estava ficando cada vez mais pesado e rapidamente falou em voz baixa. — Não tem medo de levar uma surra?

— Ele precisa de mim, não ousaria fazer nada comigo. — Respondeu Ísis, calmamente.

Henrique não respondeu, e Rodrigo lançou um olhar para ela.

Ele conteve as emoções que surgiam no fundo do peito.

— Por que ele e a Luísa estão se divorciando? — Ísis, entediada depois de terminar sua refeição, não resistiu à fofoca. — Ele não dizia que a amava loucamente, de forma inesquecível, até o fim dos tempos... e de repente mudou de ideia, esfriou, abandonou o velho pelo novo?

— Se não sabe falar bonito, é melhor ficar quieta. — O canto da boca de Henrique se contraiu.

— Isso não é importante. — Ísis se jogou de forma relaxada na cadeira e ergueu o queixo na direção de Rodrigo. — O importante é o que exatamente está acontecendo com esses dois?

— Você não pode simplesmente pesquisar na internet? — Henrique achava que ter vindo junto tinha sido um erro. Depois de tantos anos, a língua dessa criatura continua afiada. — Precisa mesmo cutucar a ferida?

— Não posso pesquisar. — Disse Ísis, muito séria.

Henrique ficou sem entender e, instintivamente, olhou para Rodrigo. Será que ele tinha dado alguma ordem expressa?

— Meu computador não gosta dele. — Ísis tirou o notebook da bolsa, passando os dedos finos e claros pela tela. — Se eu pesquisar, ele pega vírus e trava.

— De repente, lembrei que ainda tenho umas coisas para resolver em casa. — Henrique decidiu se retirar. Se ficasse mais um pouco ali, provavelmente morreria congelado pela pressão do ambiente. — Vocês conversem à vontade.

Assim que terminou de falar, se levantou e foi em direção à saída.

Mas, de repente...

Algo estava errado.

Ele não conseguia se mover.

Será que a roupa tinha ficado presa em alguma coisa?

Ao olhar para trás, viu que a mão de Rodrigo estava segurando a sua roupa. Seu olhar subiu pela mão até parar naquele rosto tranquilo, sem o menor sinal de emoção.

Rodrigo bloqueou a tela do celular e deu um leve chute no pé de Ísis.

— Levanta. Hora de trabalhar.

Naquele momento, Luísa não fazia ideia de que seu celular estava prestes a ser grampeado. Carregando sentimentos confusos, ela subiu as escadas e, ao chegar à porta, ficou parada por alguns instantes antes de entrar.

Dentro do quarto, além de Guilherme, havia também uma prima que ela já tinha visto antes durante um jantar de Ano-Novo da família Monteiro.

— Vadia! — A mulher não perdeu tempo em mostrar antipatia. — Casar com um primo não foi suficiente, agora ainda vem seduzir o primo mais velho. Você não tem vergonha?

— Milena Monteiro! — Guilherme a repreendeu friamente.

Milena bufou. Mimada pela família desde pequena, ela sempre detestou Luísa.

— Eu não falei nenhuma mentira. Se não fosse por ela, você não teria se machucado e acabado nessa cama de hospital.

— Eu a salvei por livre e espontânea vontade. Isso não tem nada a ver com ela. — O tom de Guilherme esfriou ainda mais. — Se continuar com esse escândalo, nem precisa mais me chamar de primo.

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