— Que tal eu te arranjar o melhor advogado? — Marcos pensou no método mais direto, que era entrar com um processo de divórcio.
— Não adianta. — Bruna abriu várias fotos no celular. — Desde que Rodrigo começou o processo de divórcio com a Luísa, eu contratei um detetive particular para segui-los, mas durante todo esse tempo nunca foi fotografado nada duvidoso ou íntimo entre eles.
— Ele age com muita cautela. — Comentou Luísa.
Rodrigo sempre foi alguém que gosta de manter tudo sob controle. O divórcio não era exceção. Só poderia acontecer se ele concordasse, nunca por outro meio.
— Talvez exista um jeito que funcione. — Bruna falou após muita reflexão. Era, até então, o único truque sujo que lhe vinha à mente. — Mas vai te causar muitos problemas.
— Tudo bem. Contanto que eu consiga me divorciar, não tenho medo de arranjar problemas. — Luísa tinha apenas uma coisa na cabeça. Ela precisava se divorciar.
Se depois Rodrigo mudasse de ideia, ela precisava de um plano B. Caso contrário, passaria o resto da vida presa à existência dele com Tatiana. Ela não aguentaria viver essa situação repugnante.
— Usar os pais do Rodrigo e os diretores do Grupo Monteiro para pressioná-lo. — Bruna nunca lidou com gente ruim usando métodos corretos. — Espalhar que ele só pensa em romance, que não liga mais para a empresa.
Os pais de Rodrigo, assim como os diretores do Grupo Monteiro, eram movidos pelo lucro. Se Rodrigo estivesse focado em Luísa e negligenciando os assuntos sérios, com certeza sofreria pressão de todos os lados.
— Desde que ele assumiu a empresa, tudo sempre foi muito bem administrado. Seria difícil encontrar erros dele nesse aspecto. — Mesmo insatisfeita com as atitudes de Rodrigo, Luísa reconhecia que ele sempre lidou bem com essas questões.
— Não precisa encontrar um erro de verdade. — Bruna conhecia bem certos esquemas do mundo dos ricos. — Basta provocar um conflito entre ele e os pais.
Luísa hesitou por um instante.
Rodrigo não gostava dos próprios pais. Sempre evitou qualquer contato desnecessário. Se isso realmente fosse provocado, ele provavelmente a odiaria e talvez até diria: "Quer se divorciar? Eu te dou o divórcio. Depois, não venha implorar para eu te aceitar de volta."


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