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Ela Pediu o Divórcio com o Bebê nos Braços — e Ele Surta! romance Capítulo 250

— Seu marido não é tão fraco assim. — Disse Rodrigo, sem pressa.

Essa simples frase fez com que todas as palavras que estavam na ponta da língua de Luísa fossem engolidas de volta.

Os dois voltaram a cair no silêncio.

Depois de um bom tempo, Rodrigo já havia tomado uma decisão.

— Luísa. — Seus olhos escuros a encararam.

— Sim? — respondeu ela.

— Eu não vou me divorciar.

O corpo de Luísa ficou rígido. Ela franziu a testa, como se tentasse descobrir se ele estava brincando.

— Nesse tempo em que concordei com o divórcio, que fui com você ao cartório, entreguei o pedido, e até confirmei com você a data para pegar o certificado... eu só estava acompanhando sua birra. — Disse Rodrigo.

Ele sabia que essas palavras a deixariam com raiva, mas achava que esse era o momento mais adequado para falar tudo abertamente. Ele não queria ter que enfrentar isso de novo depois. Queria resolver tudo de uma vez por todas.

— Eu nunca tive a intenção de me divorciar de você. — Disse ele, olhando para ela, com a voz firme e séria. — Mesmo que nada do que aconteceu hoje tivesse acontecido, na semana que vem, depois que você assinasse no cartório, eu sairia sem assinar.

A gratidão que Luísa sentia segundos antes foi instantaneamente substituída pela raiva. Uma onda de fúria subiu em seu peito.

— Então eu ainda tenho que te agradecer por ter me escolhido com tanta firmeza?

As palavras dele fizeram com que ela se sentisse uma idiota por todo o esforço e insistência que havia colocado no divórcio.

De que adiantava insistir?

De que adiantava lutar?

Com uma única frase, ele podia negar tudo o que ela havia feito!

Ao ver o jeito irritadiço dela, o coração de Rodrigo doeu. Uma dor surda.

— Desculpa. — Disse Rodrigo, ainda segurando-a com força.

Doía? Doía, mas ele sabia que nada disso se comparava à dor que Luísa sentia naquele momento.

Por que não soltá-la? Porque não podia. Se soltasse, como ela iria descarregar suas emoções? Ele não podia simplesmente deixá-la sozinha ali, obrigada a digerir tudo sozinha e depois aceitar a situação. Isso seria cruel demais com ela. Era melhor deixá-la descarregar toda a emoção nele, deixá-lo pagar o preço pelos danos que havia causado.

Desta vez Luísa mordeu sem piedade, e o sangue escorreu pela camisa branca recém-trocada de Rodrigo. Ele não a impediu, apenas continuou abraçando-a, como antes.

Talvez o abraço a fizesse detestá-lo. Mas, se não a abraçasse, ela ficaria sozinha, sofrendo e chorando por muito tempo.

Ele sempre achou que conseguiria esperar o retorno dela, que, depois de bater de frente com a realidade, ela desistiria e voltaria para ele. Só agora percebeu que Luísa nem sabia o que era desistir. Ela só conhecia um caminho: ir até o fim.

Quando já não dava mais para seguir, ainda assim avançava, batendo de frente com o obstáculo.

Ou o quebrava à força e continuava, ou era derrubada por ele, sem nunca mais acordar.

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