Por algum motivo, um mau pressentimento a invadiu.
— O que você está olhando? — Bruna entrou no cômodo e, ao ver o documento nas mãos dela, se aproximou. Depois de ler o conteúdo, comentou naturalmente. — Essas cláusulas parecem muito com uma transferência de bens.
— É um termo de transferência de bens. — Luísa o colocou de lado e pegou outros documentos sobre a mesa.
Todos eles estavam datados de 16 de julho.
Esses papéis, basicamente, estavam todos relacionados à transferência de bens.
Ela ainda se lembrava claramente do dia em que a mãe sofreu o acidente. Naquele dia, as duas estavam fazendo compras juntas. A mãe ainda disse que, quando voltassem, queria lhe contar uma coisa. Mas logo depois de entrarem no estacionamento, sofreram o acidente.
— Bruna... — Luísa sentiu-se fraca por inteiro.
Bruna não havia notado esses detalhes.
— O que foi? — Bruna perguntou com preocupação, ao perceber que o rosto dela estava pálido.
— Você se lembra de como aconteceu o acidente da minha mãe? — As lembranças do passado invadiram sua mente mais uma vez, e Luísa teve medo de encarar a própria suspeita.
E se o acidente da mãe tivesse sido intencional? Então, quem teria feito isso? Glauber? Ou outra pessoa?
— Quando vocês foram pegar o carro no estacionamento, alguém confundiu o freio com o acelerador e acabou atingindo sua mãe. — Bruna ainda se lembrava do ocorrido. — Por quê?
— Olha isso. — Luísa lhe mostrou a data no termo de transferência.
— 16 de julho... — Bruna murmurou ao ler, um traço de dúvida passou por seus olhos. — Essa data... — Antes que terminasse a frase, ela percebeu algo de repente. Fitou Luísa com seriedade e perguntou. — O acidente da sua mãe também foi nesse dia?

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