O coração de Luísa continuava apertado.
Com a capacidade de Rodrigo, descobrir a verdade não seria difícil, mas Cacá tinha escapado da morte por um triz, e ainda não se sabia se ficariam sequelas.
— Ele sempre foi saudável, não vai acontecer nada. — Rodrigo percebeu a preocupação dela e se aproximou para abraçá-la.
Luísa o empurrou de imediato. O olhar que lançou sobre ele estava cheio de repulsa. Ela sentiu nojo e repulsa pelo descaso dele com a segurança do filho.
— Eu entendo que você não queira ficar perto de mim, que sinta nojo, ódio das minhas atitudes. — O olhar de Rodrigo fixou-se nela, e a pressão que emanava de seu corpo era sufocante. — Mas não se esqueça do acordo que você acabou de assinar.
O corpo de Luísa enrijeceu por completo.
Rodrigo aproximou-se ainda mais, inclinando-se tão perto que podia ver claramente a penugem fina do seu rosto.
— O Cacá ainda está no hospital. Se eu ficar descontente, talvez ele não saia de lá.
— O que você quer fazer?! — Luísa sentiu medo de verdade desta vez.
Ela tinha medo de que Rodrigo enlouquecesse. Medo de que, para atingir seus objetivos, ele não poupasse nem mesmo o próprio filho.
— O que eu vou fazer depende de você obedecer ou não. — Rodrigo puxou a mão dela, roçando os dedos em sua pele. — Seja uma boa esposa e nada acontecerá com ele. Caso contrário, não me importo de mandar colocarem alguma coisa dentro do corpo dele.
De repente, um estalo soou. Luísa deu um tapa no rosto dele. O golpe foi com toda a força e, imediatamente, cinco marcas vermelhas surgiram no rosto de Rodrigo.
— Você não tem coração?! — Ela o encarou, tomada de fúria, e disse palavra por palavra.
— Posso ter. — Rodrigo aceitou tudo sem reagir. — E também posso não ter.
Desde que conseguisse mantê-la ao seu lado, mesmo que, aos olhos dela, ele se tornasse imperdoável, ele aceitaria.
Luísa tremia de raiva. Ela sempre acreditou que, ao longo dos anos de casamento, o conhecia bem. Sabia que, embora fosse duro e implacável com os outros, com Cacá ele era um pai responsável, brincava com ele, realizava seus desejos, conversava com ele com paciência. Quando o menino sofria alguma injustiça, ele era o primeiro a defendê-lo. Mesmo quando discutiam, pareciam irritados, mas, na verdade, pai e filho só estavam brincando.
Mas agora, olhando para aquele homem diante dela, capaz de dizer tais coisas, ela de repente sentiu que ele era um estranho.
— Alô.
— Sr. Rodrigo, o pequeno já está bem. — O diretor relatou conforme combinado. — Ele fica no hospital ou prefere que o levemos de volta?
— Onde ele está agora? — Perguntou Rodrigo.
— Dormindo.
— Fiquem de olho nele por enquanto. Daqui a pouco, mando alguém buscá-lo. — Rodrigo deu as instruções com os lábios entreabertos. — Se ele acordar nesse meio-tempo, me liguem.
— Certo. — Respondeu o diretor.
Assim que a ligação terminou, Rodrigo se preparou para desligar, mas Luísa falou antes dele:
— Eu quero vê-lo.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Pediu o Divórcio com o Bebê nos Braços — e Ele Surta!
Vai ter atualização?...