Rodrigo franziu levemente a testa.
Ísis caminhou até o lado dele e deu um tapinha em seu ombro.
— Aproveite que ainda há margem para consertar as coisas. Não leve tudo a um ponto irreversível. O que tiver que conversar, converse direito com a Luísa. Não fique agindo por conta própria.
— E você não faz a mesma coisa? — Retrucou Rodrigo.
Ísis ficou confusa com a resposta dele.
Rodrigo olhou para ela por um momento, mas acabou não dizendo o que estava na ponta da língua.
— Não é nada.
— Pense bem sobre isso. — Ísis não refletiu sobre a indireta dele, apenas queria que ele conversasse direito. — Eu vou lá encontrar a minha mestra.
— Não diga o que não deve. — Rodrigo a advertiu.
— Isso vai depender do meu humor. — Ísis acenou com a mão enquanto saía.
Quando Ísis chegou ao quarto, Luísa e Bruna estavam conversando com Dulce sobre o Cacá. Ao ver o ambiente animado lá dentro, ela levantou a mão e bateu levemente na porta.
— Posso incomodá-los?
Todos olharam para ela.
— Ísis? — Luísa foi a primeira a reconhecê-la.
— Posso entrar? — Ísis curvou os lábios num sorriso.
— Claro. — Luísa se levantou, com um brilho suave nos olhos. — Entra, senta.
Ísis assentiu levemente e entrou. Ela vestia uma camiseta branca simples com calça preta, um colar no pescoço, e alguns fios do cabelo curto e desalinhado caíam perto dos olhos. No conjunto, tinha um ar limpo e despojado, com uma elegância quase andrógina.
Ela se aproximou da cama e olhou para Dulce. Levantou a mão e coçou levemente a têmpora.
Por onde começar? Chamá-la diretamente de mestra? Ou ir aos poucos?
— Você é a Ísis? — Dulce falou primeiro, com um leve tom de indagação.
Os olhos de Ísis brilharam, ela se aproximou com naturalidade, com um leve sorriso no canto dos olhos.

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