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Ela Pediu o Divórcio com o Bebê nos Braços — e Ele Surta! romance Capítulo 367

Rodrigo franziu levemente a testa.

Ísis caminhou até o lado dele e deu um tapinha em seu ombro.

— Aproveite que ainda há margem para consertar as coisas. Não leve tudo a um ponto irreversível. O que tiver que conversar, converse direito com a Luísa. Não fique agindo por conta própria.

— E você não faz a mesma coisa? — Retrucou Rodrigo.

Ísis ficou confusa com a resposta dele.

Rodrigo olhou para ela por um momento, mas acabou não dizendo o que estava na ponta da língua.

— Não é nada.

— Pense bem sobre isso. — Ísis não refletiu sobre a indireta dele, apenas queria que ele conversasse direito. — Eu vou lá encontrar a minha mestra.

— Não diga o que não deve. — Rodrigo a advertiu.

— Isso vai depender do meu humor. — Ísis acenou com a mão enquanto saía.

Quando Ísis chegou ao quarto, Luísa e Bruna estavam conversando com Dulce sobre o Cacá. Ao ver o ambiente animado lá dentro, ela levantou a mão e bateu levemente na porta.

— Posso incomodá-los?

Todos olharam para ela.

— Ísis? — Luísa foi a primeira a reconhecê-la.

— Posso entrar? — Ísis curvou os lábios num sorriso.

— Claro. — Luísa se levantou, com um brilho suave nos olhos. — Entra, senta.

Ísis assentiu levemente e entrou. Ela vestia uma camiseta branca simples com calça preta, um colar no pescoço, e alguns fios do cabelo curto e desalinhado caíam perto dos olhos. No conjunto, tinha um ar limpo e despojado, com uma elegância quase andrógina.

Ela se aproximou da cama e olhou para Dulce. Levantou a mão e coçou levemente a têmpora.

Por onde começar? Chamá-la diretamente de mestra? Ou ir aos poucos?

— Você é a Ísis? — Dulce falou primeiro, com um leve tom de indagação.

Os olhos de Ísis brilharam, ela se aproximou com naturalidade, com um leve sorriso no canto dos olhos.

Mesmo depois de tantos anos sem contato, os dez anos que passaram juntas ainda lhes davam uma sintonia tácita. Dulce entendeu o que Ísis queria dizer.

Depois disso, as duas começaram a conversar sobre o passado e o presente.

Luísa e Bruna deixaram espaço para que elas relembrassem e saíram para fora.

— Desde quando você conhece alguém assim sem me apresentar?! — Disse Bruna assim que saíram, encarando Luísa como se fosse matá-la caso mentisse.

— É uma mulher. — Luísa explicou.

— Não me importaria se fosse um homem. — Bruna bufou.

Quando a viu pela primeira vez, achou que era incrivelmente bonita. Era uma beleza limpa, luminosa. Mas, ao ouvi-la falar, percebeu que era uma mulher. Afinal, como dona de uma empresa de entretenimento, ela tinha esse tipo de discernimento.

— Você provavelmente já viu ela. — Luísa disse.

— Impossível. — Bruna respondeu.

Se tivesse visto, na primeira olhada já teria entregado um cartão e perguntado se ela queria entrar para a empresa como artista. Com um rosto daqueles, seria um desperdício não aproveitar.

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