As palavras caíram nos ouvidos de Luísa como uma facada dada pela própria mão dele.
Quando tinha visto as notícias sobre Rodrigo e Tatiana, mesmo sofrendo, ainda guardava um fio de esperança, pensando que talvez fosse apenas um mal-entendido. Mas agora, ouvindo com os próprios ouvidos o que eles diziam, era mais doloroso do que uma lâmina cravada no peito. A opressão tomava conta do seu coração.
— O que foi? — A voz grave de Rodrigo veio do outro lado, fria e distante, como se ela fosse apenas alguém irrelevante, sem importância alguma.
— O que vocês estavam fazendo? — Luísa ainda tentou confirmar.
— Você ligou só para perguntar isso? — Rodrigo respondeu com outra pergunta, sem lhe dar resposta.
A decepção a consumia por completo. Mas ela controlou o tom, não queria desperdiçar mais palavras com ele.
— E a minha mala? Devolva.
A resposta que recebeu foi o som da ligação sendo encerrada.
Luísa voltou a ligar. Ela precisava recuperar os seus documentos. Quanto mais tempo ficassem nas mãos dele, mais riscos poderia correr. Mas, dessa vez, Rodrigo não atendeu.
Tatiana olhou para a tela do celular, onde aparecia o nome salvo como "Lulu", e perguntou em tom de hesitação:
— Não vai atender?
— Tudo tem ordem de prioridade. Primeiro, vou assistir televisão com você. — Rodrigo deixou o telefone tocar, sem atender e sem desligar.
Tatiana o abraçou pelo braço. Acabara de sair do banho, vestindo apenas uma camisola de alças finas, exalando sensualidade.
— Eu não quero ver televisão. Quero fazer outra coisa com você.
Ela se aproximou ainda mais.
Bastava Rodrigo baixar os olhos para ver a cena tentadora no decote dela.
— Se comporte. — Rodrigo a conteve, sem nenhuma reação às provocações. — Sua prioridade agora é cuidar bem da sua saúde.


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