Quem diria que, depois que Roberto Lacerda morreu, Rita ficaria nesse estado deplorável!
Os outros também a reconheceram.
— Quem diria que a senhorita Lacerda ia acabar assim. O mundo dá voltas!
— Antigamente ela era tão importante, rodeada de gente. E agora tá aí, dando golpe na rua. Que vergonha. Cuidado para não ser um mau exemplo para a criança!
Rita cerrou os dentes e se apoiou na grade da calçada para se levantar.
Por baixo da calça rasgada, o sangue já estava se espalhando, e uma dor latejante pulsava.
Ela não teve tempo de ligar para isso. Curvou-se para levantar a moto caída e ir embora com Nina.
Mas Vivianne riu: — Qual é a pressa? Rita, se você tá tão precisada de dinheiro, por que não procura o meu pai em vez de dar golpe? Afinal, você não vivia correndo atrás dele?
Ao ouvirem isso, os dois homens ao lado de Vivianne ficaram chocados.
— Rita, o Sr. Rocha era amigo do seu pai. Como você tem coragem?
— Mas você é bem mais gostosa que aquelas modelinhos. Já que tá precisando de grana, por que não passa a noite com a gente? A gente te paga o mesmo tanto que o Velton Rocha, que tal?
Rita ergueu os olhos, cheios de frieza, mas com um sorriso de escárnio nos lábios. Em seguida, pegou o celular, abriu a câmera e apontou para eles.
— Continuem falando. O crime de difamação pode dar até três anos de prisão para vocês!
Os dois homens ficaram pasmos.
Ambos trabalhavam em empresas estatais. Se isso vazasse, perderiam o emprego!
Voltando a si, os dois ficaram nervosos: — O que você tá gravando?
Dizendo isso, tentaram pegar o celular dela, mas Rita o guardou agilmente.
— Se estão com medo, calem a boca!
Depois de falar, ela levantou a moto e fez menção de ir embora.
Nesse momento, Vivianne viu o Cayenne estacionado não muito longe.
Era o carro de Adonias!
Ela segurou a mão de Rita.
— Você não vai a lugar nenhum!

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