[Tadeu: Qual é a marca do amaciante da sua casa?]
Sávio: ?
Ele tinha algum problema?
Com certeza ele tinha algum problema.
Sávio, segurando a irritação, levantou-se e abriu a porta.
Valentina, que acabara de voltar e estava pegando um copo de água, deu de cara com ele.
Ela hesitou.
— Por que você acordou?
Sávio estava morrendo de sono, com o rosto apático e o cabelo todo bagunçado.
— Qual é a marca do nosso amaciante?
Valentina: — ...Hã?
Naquela noite, a dor na perna de Valentina voltou, atormentando-a até a madrugada, quando finalmente conseguiu dormir.
Ela dormiu, mas foi um sono inquieto.
Em seus sonhos, muitas histórias do passado voltaram.
Sonhou com seu namoro com Cícero, sonhou com o primeiro par de botinhas que ele lhe comprou.
Também sonhou com sua gravidez, com a primeira vez que fez um ultrassom.
Observando aquela pequena coisinha se formando em sua barriga.
Naqueles dias, naqueles meses, ela e aquela criança cresceram juntas.
O sangue que corria no corpo daquela criança era o dela.
Vitória comprou muitas roupinhas, tanto de menino quanto de menina.
A babá, ao lado, riu e disse:
— Seria perfeito se nascessem dois de uma vez, um casal.
— Deixa pra lá. — Vitória franziu a testa. — Valentina já é tão sensível, dar à luz um já vai doer o suficiente. Ter dois seria um sofrimento. Seja menino ou menina, este já basta.
Valentina deitou a cabeça no ombro dela, manhosa.
— Quando a mamãe me apressou para engravidar do Cícero, não disse que dar à luz não doía? Agora está com pena de mim? Tarde demais.
Vitória a repreendeu.
— Vira essa boca pra lá! Que negócio é esse de tarde demais? Só fala coisa agourenta.
Até mesmo Ignácio, sempre de poucas palavras, juntou-se à escolha de roupas para o bebê.
A família inteira se reunia em torno de algumas peças de roupa.

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