— Estou bem. Doeu um pouco na hora, mas já passou.
Os olhos escuros de Gustavo pousaram no tornozelo dela.
Sentada, o vestido ia apenas até os joelhos, deixando à mostra pernas esguias e lisas, como um refinado jade branco.
O tornozelo estava vermelho e um pouco inchado, parecendo sério.
— Vou te levar ao hospital para dar uma olhada.
— Não precisa, já não dói mais.
O machucado só parecia assustador porque a pele dela era muito branca, tornando qualquer hematoma evidente.
— Tem certeza?
Ela soltou um "hum" afirmativo.
— Certo.
Ela pensou que ele finalmente a soltaria, mas, para sua surpresa, ele a pegou no colo novamente.
Suas mãos, de forma instintiva, envolveram o pescoço dele.
— Gustavo.
— Eu te levo para casa — a voz dele soou baixa e rouca. — Você precisa passar uma pomada.
A mão grande dele sustentava sua cintura com uma firmeza que não admitia recusas.
No camarote do segundo andar, Paloma observava Gustavo sair carregando Giovanna e, num acesso de raiva, quebrou o talher que segurava.
Gustavo parecia realmente gostar muito daquela mulher.
*
Ao chegarem em casa, Gustavo a colocou delicadamente no sofá.
Como não era a primeira vez que cuidava dos machucados dela, ele encontrou a caixa de primeiros socorros sem dificuldade.
E, mais uma vez, era o pé que estava ferido.
Ele se agachou e apoiou o tornozelo dela em sua própria coxa.
Diferente da última vez, seus movimentos agora eram extremamente lentos.
Quando os dedos longos dele roçaram acidentalmente a pele macia de sua panturrilha, Giovanna sentiu o corpo estremecer. Ela agarrou a barra da própria roupa, sentindo a boca secar de repente.
Ele pareceu não notar o nervosismo dela e continuou a espalhar a pomada sem pressa alguma.
Demorou bastante até que ele finalmente abaixasse o pé dela e guardasse o tubo de remédio.
— É melhor evitar banhos de corpo inteiro hoje, já que está difícil para você andar.
Giovanna concordou com a cabeça, a voz saindo bem baixinha: — Tudo bem.
Ele serviu um copo d'água para ela, trocou a água e a comida de Arroz e disse, com sua expressão impenetrável de sempre: — Então, eu já vou indo.
— Hum.
Assim que Gustavo fechou a porta, ela respirou fundo. Sentia que o corpo inteiro queimava de vergonha.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......