— Se fosse há alguns anos, talvez eu me casasse com ela por ter salvado a senhora e aceitasse uma vida de casados baseada apenas no respeito mútuo. Mas, agora, eu não quero.
— Por que não agora? — a Sra. Goulart pressionou.
Gustavo deu uma risada leve. — Porque agora eu sei como é amar alguém. Eu amo a Giovanna. Se ela não tivesse aparecido, talvez não fizesse muita diferença para mim quem seria a Sra. Goulart. Mas ela apareceu, então, eu só posso aceitar a Giovanna.
Paloma nunca imaginou que, um dia, Gustavo diria palavras como aquelas.
Aquele ainda era o Gustavo que ela conhecia?
Ela sabia que, desde a infância, ele sempre teve um temperamento frio e taciturno, mantendo uma postura distante e indiferente com todos, exceto com a família.
Mas até ele era capaz de se apaixonar por alguém.
Por que essa pessoa tinha que ser Giovanna Martins?
Seus olhos ficaram vermelhos, e sua garganta parecia bloqueada por um bolo de algodão, sufocante e dolorosa.
Na idade em que o amor começou a desabrochar em seu coração, sua paixão secreta era Gustavo.
Sabendo que seria impossível ficar com ele, para poder estar um pouco mais perto, ela escolheu a segunda melhor opção e ficou noiva de Gabriel.
Acreditava que, após a partida de Gabriel, teria a chance de ficar com Gustavo, mas nunca imaginou que tudo não passava de um sonho ilusório.
A Sra. Goulart riu friamente de repente: — Gustavo, você acha que em uma família como a Família Goulart, apenas o amor é suficiente para sustentar um casamento? O amor é a coisa menos confiável que existe; apenas os interesses são concretos.
Ela também já havia sido jovem e tola.
Se pudesse voltar ao passado, com certeza não cometeria novamente a loucura de fugir por amor.
Ela não queria que Gustavo seguisse esse mesmo caminho errado.
— Gustavo, escute-me. Eu falo por experiência própria. A Paloma é a pessoa mais adequada para você.
A Sra. Goulart olhou para ele, atônita.
— Gustavo, você também pensa assim de mim? Eu me sacrifiquei tanto por você, como pode me ver dessa maneira? — Seu peito doía como se estivesse sendo perfurado por agulhas.
Paloma também olhou para Gustavo, incrédula e com o rosto tomado pela mágoa.
— Gustavo, eu nunca quis mudar você, eu...
Ela tentou se levantar para explicar, mas logo se lembrou de que agora era uma "aleijada". Então, deixou-se cair diretamente no chão, na tentativa de usar sua vulnerabilidade para despertar a piedade dele.
Observando Paloma caída no chão, Gustavo manteve uma expressão de pura indiferença.
A Sra. Goulart exclamou, irritada: — Gustavo, a Paloma caiu! Você não pode ao menos ajudá-la a se levantar?
Os olhos escuros de Gustavo pareciam enxergar através de tudo. Ele pegou um guardanapo, limpou o canto da boca, levantou-se e disse friamente: — Eu já deixei claro o que precisava ser dito. Aproveitem a refeição. Além disso, há muitos seguranças e cuidadores aqui, podem pedir a eles que cuidem da Paloma.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......