Olívia entrou no quarto e jogou mais lenha na fogueira: — Por mim, assim que a Sabrina der à luz ao segundo filho, a gente chuta ela para fora de casa sem um tostão. Esse escândalo todo dia não dá, como é que a gente vai viver em paz? De qualquer forma, o Lucas tem a mim como mãe e três irmãs. Tem muita gente para cuidar das crianças, não precisamos de uma mãe biológica para isso.
Sabrina sentiu tanta raiva que quase cuspiu sangue: — O que vocês acham que eu sou? Eu dei um filho para a Família Albuquerque, e agora que já me usaram, querem me jogar fora? Nunca! Se houver divórcio, vou levar os dois filhos comigo.
Olívia deu uma risada de desprezo. — Você acha que consegue? A Família Souza sobrevive das migalhas que nós damos a eles. Desde que você se casou com o meu filho, o seu pai nunca mais te deu um centavo de mesada, não é? Você não tem dote, não tem bens próprios, vive apenas do dinheiro que o meu filho te dá para sobreviver. Com que dinheiro você vai sustentar duas crianças? Você acha mesmo que o seu pai ousaria ofender a nossa família para te ajudar?
Olívia conhecia a situação da casa de Sabrina de trás para frente. Sabrina jamais conseguiria levar os filhos.
Sabrina começou a gritar, histérica: — Já que vocês são tão sem coração, então não vou ter essa criança! Vou abortar! E também não quero saber dos projetos de pesquisa do Grupo Albuquerque! Os contratos que a Dona Gomes fechou conosco, vou levar todos embora!
Lucas esfregou as têmporas, cansado. Achava que um ambiente cheio de mulheres era simplesmente insuportável.
Ele passava o dia na empresa, sustentando a família inteira. Em vez de cuidarem bem da casa, elas apenas lhe causavam problemas.
Ele disse, com um tom gelado: — Fiquem quietas e vão dormir!
Sem dar mais atenção a elas, virou as costas e entrou no escritório.
Olívia, não suportando ver o filho exausto, perdeu a coragem de continuar a briga e puxou Letícia para fora.
Sabrina, percebendo que até diante de tamanha humilhação por parte de Olívia e Letícia, Lucas não movera um dedo para ajudá-la, sentiu-se revoltada e injustiçada. Caiu sentada no chão, olhando para a própria barriga com um olhar de ódio feroz.
Mas logo recuperou a frieza.
Não importava o quanto Olívia e Letícia a odiassem. Lucas, no fundo, certamente queria aquela criança. Enquanto o bebê nascesse saudável, ninguém poderia expulsá-la.
Ela enxugou as lágrimas, com o instinto de sobrevivência reacendido.
*
Giovanna entrou em contato com a organização de proteção animal e sentiu um peso sair das costas ao saber que os gatinhos já haviam sido resgatados, realocados e estavam recebendo tratamento.
Embora o assunto tivesse sido abafado das listas de tendências pela Família Albuquerque, a conta de Sabrina foi banida. Ela estava impedida de publicar qualquer coisa online.
Ainda assim, Giovanna achava que Sabrina havia saído no lucro.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......