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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 596

Assim que ela tomava banho, desabava na cama para dormir e, na manhã seguinte, saía de casa com pressa para o trabalho.

Gustavo sabia que ela estava ocupada, por isso pedia que Renan comprasse o almoço e o jantar para ela, além de lembrá-la de comer.

Quando os dados do experimento finalmente saíram, Giovanna sentiu os ombros relaxarem.

Naquela noite, ela não precisou fazer horas extras. Fez o trabalho de finalização, arrumou suas coisas e se preparou para sair do escritório.

Precisava voltar para casa e tomar um bom banho de banheira.

Valentina, que passava de carro perto do laboratório, viu Giovanna saindo, parou e a cumprimentou.

Os olhos de Giovanna estavam cansados, os cabelos presos de qualquer jeito, e ela estava sem maquiagem. Os três dias consecutivos de horas extras a deixaram com uma aparência péssima.

Ao ver o estado dela, um traço de desdém brilhou no olhar de Valentina.

No escritório delas, havia algumas pesquisadoras que também davam a vida pelo trabalho como Giovanna. Quase nunca usavam maquiagem, passavam noites inteiras sem dormir, os cabelos ficavam oleosos, a pele enchia de espinhas, exalando aquele cheiro patético de escravas do trabalho.

Giovanna não estava com Gustavo?

Será que ele não lhe deu recursos para facilitar a vida?

Mulheres que não sabiam como pedir coisas aos homens eram estupidamente dignas de pena.

Além disso, voltando para casa naquele estado lastimável, o homem não sentiria nojo ao vê-la?

Homens são criaturas visuais. Gostam de mulheres bonitas e de corpo escultural. Uma mulher que não se arruma e não sabe se produzir logo seria rejeitada.

Era muito mais confortável ser filha de Elpídio Rocha.

O trabalho era fácil, as pessoas ao redor precisavam puxar o saco e ela não parava de ganhar presentes luxuosos.

Uma onda de superioridade tomou conta dela, que fingiu preocupação: — Andou ocupada com o trabalho ultimamente? Parece muito cansada. Quer que eu te dê uma carona no caminho?

Giovanna estava exausta e sem paciência para tentar descobrir o que passava na cabeça dela. Ela apontou para o próprio carro ali perto e respondeu: — Obrigada, mas estou de carro. Já vou indo.

Dito isso, caminhou em direção ao seu veículo.

Quando Valentina viu que ela dirigia um carro nacional comum, deu um sorriso de escárnio, pisou no acelerador e partiu em seu novo carro esportivo.

Ao chegar em casa, Giovanna começou a encher a banheira.

Ela adorava aquela banheira imensa e sempre que tinha tempo, gostava de ficar de molho por meia hora.

Com a água pronta, ela entrou e mergulhou na temperatura agradável, sentindo que cada célula fatigada de seu corpo estava sendo curada.

Sem perceber, acabou adormecendo.

Cerca de dez minutos depois, ela acordou com o som do celular vibrando.

Pelo espelho, viu Gustavo atrás dela, com as mangas dobradas, lavando seu cabelo.

Giovanna perguntou: — Acabou de chegar?

A campainha tocou, e Gustavo foi atender para pegar a pomada das mãos de Renan.

Ele abriu a caixinha, caminhou até ela, sentou-se ao seu lado e fez com que ela apoiasse a cabeça em suas pernas para aplicar a pomada.

Quando ele terminou, Giovanna esticou o braço esquerdo: — Notei que apareceram duas manchas vermelhas no meu braço. Acho que essa pomada serve para isso também, não é?

Gustavo leu a bula com cuidado e, vendo que a pomada também servia para erupções cutâneas, aplicou sobre as manchas.

Giovanna baixou o braço, com um tom charmoso e mimado: — Sr. Gustavo, por favor, me sirva um copo de água.

Gustavo deu um beijo leve em seu rosto, levantou-se e foi pegar a água.

Naquela noite, os dois compartilharam uma intimidade que há dias não tinham.

Giovanna o beijou no rosto, cheia de curiosidade: — Gustavo, eu percebi que você vira noites trabalhando e nunca tem espinhas. Sua genética é realmente incrível.

Ele apenas sorriu, em silêncio.

As mãos dela vagavam soltas pelo corpo dele. — E a sua pele também é ótima.

A respiração que Gustavo mal tinha acabado de acalmar voltou a se acelerar.

Giovanna continuou a provocá-lo: — Se a gente tiver um filho, será que ele herda essa sua boa genética?

Com os olhos escuros ardendo de desejo, Gustavo se virou por cima dela e selou seus lábios.

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