Valentina acreditava que, se conseguisse convencer Ivone a aparecer, Elpídio ficaria eufórico, reconheceria o crédito da sua artimanha e, sem sombra de dúvida, resolveria os seus problemas no instituto.
A voz de Ivone soou gélida do outro lado da linha:
— Eu já deixei claro que a vida dele não me diz respeito. Nunca mais toque no assunto dele comigo.
Valentina quis chorar de pura raiva.
Como Ivone podia ser tão inflexível?
Ela era, no papel, a "filha" dela. Ivone não poderia fazer ao menos esse esforço por consideração à ela e ir dar um oi a Elpídio?
Percebendo que a abordagem suave havia falhado, Valentina tentou usar um tom mais dramático.
— Mamãe, o papai está tão sozinho naquele quarto de hospital, é de partir o coração. Eu morro de pena dele, mas, sozinha, eu não consigo dar conta de cuidar dele e ainda tentar animá-lo. Você realmente não pode vir, só um pouquinho? Se você não vier, eu também não vou mais voltar para casa.
A chantagem emocional não surtiu o menor efeito.
Ivone desconfiou de imediato. Se Valentina estava se esforçando tanto para cuidar daquele velho, com certeza estava de olho em alguma vantagem.
— Valentina, não se intrometa nos problemas dos mais velhos — rebateu Ivone com aspereza.
E logo depois, desligou o telefone na cara dela.
Valentina não conseguia acreditar. Mesmo fazendo uma ameaça tão drástica, Ivone sequer havia piscado.
O ódio de Ivone por Elpídio era verdadeiramente implacável.
Pelo visto, as feridas que Elpídio causou nela na juventude eram profundas demais.
Ainda assim, Valentina sentiu-se ultrajada. Ela passou a semana inteira enfurnada em um hospital, esfregando as costas daquele velho, e Ivone não demonstrou um pingo de pena pelo seu sacrifício.
Claramente, o amor de Ivone pela filha recém-recuperada também não era tão cego assim.
Neste momento, um ataque de tosse de Elpídio ecoou pelo quarto.
Engolindo a bile da sua repulsa e frustração, Valentina voltou para dentro para acudi-lo.
*
Porém, o hacker era astuto e utilizava uma rede proxy pública.
Mesmo assim, Giovanna não se abalou. Ela sabia que, no momento em que a guarda do invasor caísse, o endereço de IP real apareceria.
Na hora do almoço, Giovanna acompanhou Caio ao refeitório.
Ao vê-la se servir de duas porções generosas de salada de pepino amassado, Caio brincou:
— Giovanna, nunca vi você devorar tanto pepino. Parece que virou seu prato favorito recentemente.
— O clima anda quente, acho que o meu corpo está pedindo coisas mais cítricas e refrescantes — disfarçou Giovanna.
Desde o início da gestação, ela vinha sentindo um desejo incontrolável por alimentos ácidos e agridoces. Contudo, ainda não era o momento certo para anunciar a gravidez a todos.
Depois de comer, Giovanna pegou uma embalagem de Cítricos Imperiais, abriu e colocou um na boca.
Curioso, Caio pediu um para experimentar.
— Esse doce é maravilhoso. Onde você comprou isso?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......