Ela passava os dias trancafiada em casa, ouvindo os insultos cortantes de Olívia, e o dinheiro que tinha à disposição estava definhando a cada dia. Se não voltasse a trabalhar, ela com certeza enlouqueceria.
Mais do que isso, a ideia de ver a carreira de Giovanna ascender como um cometa, enquanto ela se afundava e virava uma dona de casa patética, era insuportável.
Se os caminhos das duas voltassem a se cruzar no futuro, Giovanna a humilharia sem piedade.
Sem escolhas, ela engoliu o ódio que lhe rasgava a garganta e foi trabalhar.
Mas o cargo de assistente estava longe de ser um mar de rosas.
No passado, ela passava os dias ditando ordens. Agora, o seu único trabalho era obedecê-las e correr de um lado para o outro.
O baque em seu ego foi devastador.
Como sabia que Hélder nutria sentimentos por ela e era o único farol de confiança em seu círculo social desmoronado, Sabrina sempre corria até ele para derramar suas lamúrias e vitimismo.
Mas Hélder amava a imagem radiante, bondosa e segura de si que a antiga Sabrina ostentava.
Ver a mulher que amava reduzida a uma poça de mediocridade e amargura letárgica começou a desgastar o seu encanto. Aos poucos, ele já não atendia os chamados dela de imediato, e as respostas por mensagem tornaram-se curtas e distantes.
Ao notar a frieza de Hélder, o alarme de pânico de Sabrina soou.
Lucas mal voltava para a mansão. Sua vida estava em frangalhos, e Hélder era o único plano B que ainda estava disposto a lhe jogar uma corda salva-vidas.
Se ela esgotasse a paciência de Hélder até ele ir embora, quem a tiraria do fundo do poço?
Com isso em mente, Sabrina freou a autocomiseração e forçou uma máscara de positividade e resiliência diante dele.
Por mais esgotante que o trabalho fosse, ela rangeu os dentes e suportou cada segundo.
Ela era uma assistente hoje, mas aquilo não seria definitivo.
Se ela não fosse talentosa o suficiente para vencer pelo intelecto, atropelaria os outros usando seus próprios métodos rasteiros.
Aqueles nerds de jaleco trancados no laboratório nunca seriam páreo para os esquemas dela.
Ela recuperaria a glória e a grandiosidade de antes, custasse o que custasse.
Quando Olívia descobriu que a nora havia voltado a trabalhar em um cargo medíocre, passou a despejar um arsenal de veneno e deboche em cima de Sabrina todas as vezes que a via em casa.
Mas Sabrina aprendeu a suportar os golpes.
A sua resistência emocional havia ganhado uma carcaça muito mais dura.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......