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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 632

E com isso, as ilusões de um dia conseguir esmagar Giovanna profissionalmente virariam cinzas para sempre.

Sem escapatória, Sabrina rangeu os dentes até a mandíbula doer e murmurou um miserável pedido de desculpas a Bernardo.

Bernardo bufou em desaprovação e simplesmente voltou a ignorá-la.

E ao voltar os olhos para Giovanna, sua expressão rígida dissolveu-se instantaneamente, dando lugar ao sorriso gentil e respeitoso de antes.

O jantar transcorreu com discussões profundas sobre as nuances da pesquisa farmacêutica, mas Sabrina, excluída e engolida pela própria inferioridade, permaneceu muda e estática em sua cadeira até o final.

Ela se sentia inteiramente marginalizada.

E, na sua cabeça, a arquiteta daquela segregação tinha nome e sobrenome: Giovanna Martins.

Se Giovanna não existisse, ela jamais teria afundado naquele poço de desonra.

*

Com o término do jantar, Giovanna entrou no carro para voltar para casa.

Começou a chover forte lá fora.

Renan reduziu a velocidade por precaução.

Ao observar os pingos engrossando no vidro, Giovanna lembrou-se do marido.

— O Gustavo viajou para a Capital hoje de manhã, não foi? — perguntou ela a Renan.

— Sim, senhora. Mas o Sr. Gustavo pegou um voo de volta e pousou na Cidade Nova às cinco da tarde — respondeu ele prontamente.

Giovanna assentiu, aliviada por saber que ele não estava enfrentando a tempestade na estrada.

De repente, Renan freou o carro bruscamente.

O corpo de Giovanna foi projetado para a frente pela inércia, mas o cinto de segurança evitou que sua cabeça se chocasse contra o encosto dianteiro.

— Me desculpe — disse Renan, olhando pelo vidro. — Acho que um gato acabou de pular na frente do pneu. Vou descer para ver.

Giovanna confirmou com a cabeça.

Com um guarda-chuva em mãos, Renan saiu do veículo e encontrou um gato rajado escondido na frente do para-choque.

Ele se abaixou para verificar. O animal não parecia machucado, mas estava completamente catatônico de pavor, congelado no mesmo lugar.

Renan tirou o próprio casaco, embrulhou o gato assustado e se aproximou da janela para pedir as ordens de Giovanna.

Ao abrir a porta, o coração dela se apertou ao ver a criaturinha frágil e ensopada. Ela estendeu os braços:

— Me dê ele aqui. Vamos passar numa clínica veterinária para examiná-lo.

— Pensando em adotar um gatinho, meu bem? Nunca percebi que você gostasse tanto de cães e gatos antes.

Os lábios de Giovanna curvaram-se em um sorriso frígido e carregado de escárnio.

— Porque você me disse uma vez que os móveis da mansão eram muito caros, e que seria um problema se os gatos ou cachorros os arranhassem.

O mais irônico de tudo era que, tempos depois, ele havia acatado prontamente o pedido de Sabrina para ter um gato.

As palavras entalaram na garganta de Lucas por um instante.

Ele já havia se esquecido completamente de que dissera algo do tipo.

Sua garganta secou, mas ele rapidamente recobrou a postura de marido devoto, o tom transbordando uma doçura irretocável:

— Meu anjo, você só precisava ter insistido um pouquinho mais comigo. Eu com certeza teria feito essa vontade para você.

O olhar de Giovanna tornou-se um abismo de frieza cortante, morto e absoluto.

— Sujeitar-me a algo que fere a minha dignidade... uma única vez já foi mais do que o suficiente.

Ele cerrou os punhos com força, a voz ainda embalada em uma afetuosidade inabalável e cínica:

— O nosso amor era tão lindo antes, meu amor. Eu sempre mimei você em tudo, como eu teria coragem de ferir a sua dignidade? Eu realmente sinto que o nosso único problema foi a falta de comunicação. Giovanna... você nunca parou para pensar que, talvez, o seu orgulho seja forte demais? Nós nunca precisamos ter chegado a esse ponto, meu anjo.

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