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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 649

Após sair do trabalho, Giovanna recebeu uma ligação da tia.

Clara, ao sair da escola, havia se assustado com um carro de luxo passando em alta velocidade, caiu e fraturou o braço. Agora estavam no hospital.

O motorista fora extremamente arrogante, querendo resolver o problema apenas com dinheiro.

Indignada, a tia pediu que Giovanna a ajudasse a encontrar um advogado.

Depois de ouvir a história, Giovanna ligou para Henrique Mendes e seguiu rapidamente para o hospital.

Assim que chegou à porta do quarto, ouviu gritos de discussão lá de dentro.

— A criança está ótima agora, foi só uma fratura no braço. Estou disposta a pagar todas as despesas médicas, do que mais você pode reclamar?

Helena rebateu, furiosa:

— Você está se ouvindo? Passa em alta velocidade perto de uma escola, atropela uma criança e acha que pode simplesmente deixar por isso mesmo? Vou chamar a polícia e arranjar um advogado para te processar.

— Ah, claro! Você só quer fazer escândalo para extorquir dinheiro. Uma pessoa gananciosa como você nem devia ser mãe. Que descaramento.

Giovanna entrou no quarto e viu quem estava brigando com sua tia.

Ela já achara aquela voz familiar.

Era Valentina.

Giovanna foi direto até a tia para checar o estado de Clara. Só depois virou-se para Valentina, sentindo o leve cheiro de álcool que emanava dela.

— Valentina, você estava dirigindo bêbada?

Apesar de um pouco desconcertada, Valentina rebateu rapidamente:

— Eu não estava bebendo. Acabei de sair de um jantar, é normal que minha roupa fique com cheiro de álcool.

Tentando desviar o foco, emendou:

— Giovanna, essa é a sua tia, não é? Nós somos tão amigas, tenta conversar com ela. Foi só um acidente, eu não fiz por mal. Diz para ela não tentar me extorquir, por favor.

Incrédula com o cinismo da garota, Giovanna deu um passo à frente e deu-lhe um tapa no rosto.

O rosto de Valentina ardeu imediatamente.

— Que porra é essa, Giovanna?! — gritou ela, furiosa.

Giovanna sequer perdeu tempo discutindo:

— Você atropelou uma criança enquanto dirigia embriagada. Vou chamar a polícia.

Ao dizer isso, pegou o celular.

— Impossível. A Valentina jamais faria algo assim. — Elpídio a defendeu prontamente. — Vocês só querem dinheiro, não é? Em respeito ao Gustavo, não vou discutir. Cem mil de despesas médicas são suficientes?

Ele preencheu um cheque e jogou no chão, como se estivesse dando esmola a um mendigo.

O estômago de Giovanna embrulhou de nojo.

Ela agarrou uma garrafa térmica sobre a mesa e atirou na direção dele.

— Vou chamar a polícia imediatamente. Não vamos deixar isso barato.

Elpídio quase foi queimado pela água quente, e seu rosto escureceu de raiva.

Por causa da presença de Renan e Teodoro, ele não pôde revidar, então pegou Valentina pelo braço e saiu do quarto.

Dentro do carro, Valentina se fez de vítima:

— Sr. Elpídio, juro que não tive culpa de nada. Foram elas que quiseram me extorquir.

Ao sentir o cheiro de álcool vindo dela, Elpídio bufou, frustrado com a incompetência da garota:

— Vá para casa agora e troque de roupa. Se elas chamarem a polícia, vou tentar atrasá-los para que não descubram que você bebeu.

Para ele, o problema não era Valentina ter cometido um crime, mas sim ser estúpida o suficiente para não saber limpar a própria sujeira.

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