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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 666

Muitos dos presentes haviam participado da Cúpula anterior e, naturalmente, conheciam Giovanna.

Mais uma vez, eles suspiraram mentalmente, admirados com o talento nato de Giovanna para a pesquisa.

Valentina não podia acreditar. Giovanna sequer estava no recinto, mas continuava roubando o seu brilho.

Uma onda ácida de ciúmes tomou conta de seu estômago. Ela abriu a boca, querendo dizer algo para recuperar a atenção.

Mas os grandes nomes da indústria ignoraram completamente sua presença e continuaram disparando perguntas para Nereu.

Ao fim da conferência, o rosto de Valentina estava tão escuro quanto o fundo de uma panela de ferro.

Qualquer um conseguia ver que ela estava furiosa, e ninguém ousou se aproximar.

O Diretor Rodrigues foi até ela e disse, sério: — Eu avisei que esse relatório não seria algo simples de mascarar. Valentina, se você quiser continuar nessa carreira, depender apenas dos recursos que seu pai injeta não será suficiente.

Valentina não o rebateu em voz alta, mas por dentro continuava revoltada.

Para ela, o Diretor só estava fazendo aquilo porque não gostara que ela usurpasse a vaga do protegido dele, criando armadilhas e a sabotando de propósito.

Quem diria que um homem que pagava de incorruptível fosse tão calculista, colocando obstáculos em seu caminho.

Ao chegar em casa, ela ligou para Elpídio Rocha, pronta para despejar suas reclamações contra o Diretor.

Ela contava que Elpídio lhe desse cobertura e enquadrasse o velho, mas não sabia que ele também havia assistido à transmissão da reunião.

Elpídio franziu a testa e a repreendeu: — Sua postura profissional está péssima. Você não conseguiu responder nem à pergunta mais básica. Não me admira que o Diretor Rodrigues não quisesse que você apresentasse o projeto. Trate de focar no seu trabalho de verdade daqui para frente e pare de me fazer passar vergonha.

Para Elpídio, todos os seus investimentos precisavam gerar retorno.

Se ele entregava recursos a Valentina, era para que ela mostrasse resultados e elevasse o nome dele.

Ao ouvir as críticas de Elpídio, um amargor profundo subiu à garganta de Valentina.

Claro. No fim das contas, ela não era filha biológica dele. Ele sentia que podia bajulá-la ou esmagá-la conforme a própria conveniência.

A Sra. Valente olhou para a foto na tela de seu celular, reconheceu Giovanna e caminhou a passos pesados até ela. Pegou o café gelado que Lucinda havia deixado na mesa ao lado, abriu a tampa e atirou todo o líquido diretamente contra Giovanna.

Giovanna não previu o ataque repentino. Totalmente desprotegida, viu sua blusa social branca ficar encharcada por manchas escuras de café.

O líquido escorreu pelos seus cabelos.

Ela pegou um lenço de papel, limpou o rosto metodicamente e, só então, ergueu o olhar para a mulher: — Quem é você?

A Sra. Valente esbravejou com desprezo: — Eu sou a esposa do Sérgio Valente. Foi naqueles jantares de negócios que você o conheceu e começou a ter um caso nojento com ele, não foi? Você não tem vergonha na cara? Ele é mais de dez anos mais velho que você e, mesmo assim, você não hesitou? Você é exatamente o tipo de "socialite acadêmica" de que falam por aí, a clássica aproveitadora que usa homens velhos em troca de recursos e orientação para subir na vida!

Sérgio Valente era um peso-pesado respeitado na pesquisa de medicamentos em Cidade Nova e dono do renomado Laboratório Valente.

Giovanna, de fato, o havia encontrado em eventos e discutido alguns temas acadêmicos, mas jamais manteve qualquer contato além disso.

Ela não conseguia compreender por que a Sra. Valente estava deduzindo um caso extraconjugal de forma tão absurda.

— Quem foi que lhe contou uma mentira dessas? — indagou Giovanna, mantendo a voz inalterada.

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