Como pai, Elpídio achava que aquela filha era extremamente difícil de disciplinar.
— Giovanna, o Lucas já me contou que vocês se separaram no passado por causa de alguns mal-entendidos. Na minha visão, quando um casal termina, não há necessidade de se tratarem como inimigos mortais. Afinal, vocês construíram uma história juntos. E veja bem, ele continua se importando profundamente com você. Por que você precisa estar sempre armada com espinhos?
Giovanna deu um sorriso gélido e cheio de escárnio.
Como Elpídio e Lucas partilhavam da mesma essência hipócrita de trair suas parceiras, para Elpídio, a conduta de Lucas não passava de um detalhe sem importância. Contudo, se ele realmente a considerasse sua filha, como poderia julgar a situação sob a ótica de um homem que encobre o outro, em vez de se colocar na posição de um pai que defende a própria filha?
— Sr. Elpídio, você acredita fielmente em tudo o que ele diz, não é? Já que é assim, por que não o adota como seu filho? Afinal, os dois exalam a mesma podridão moral. Formariam uma família perfeita.
— Que absurdo você está dizendo?! — Elpídio gritou, o rosto avermelhado de fúria.
Assumindo o papel de mediador compreensivo, Lucas interveio em defesa do mais velho:
— Giovanna, se tem alguma raiva acumulada, descarregue tudo em mim. Mas não trate o seu pai dessa forma.
Giovanna não se deu ao trabalho de retrucar. Virou as costas e foi embora sem olhar para trás.
Elpídio observou a silhueta dela se afastar, consumido pela frustração de quão mal-educada ela era. No fim das contas, a culpa só podia ser daquela família adotiva. Eles não souberam criá-la e acabaram moldando aquele temperamento impossível. Assim que tivesse uma chance, teria uma conversa séria com eles.
*
Na noite de terça-feira, Elpídio encontrou o salão de beleza de Helena Martins.
De dentro do carro, ele avistou o veículo estacionado na porta e rapidamente reconheceu o carro que Giovanna havia comprado. Um sorriso frio de desprezo repuxou seus lábios.
Aquela gente humilde não teve a menor vergonha de extorquir a filha depois de descobrirem a verdadeira identidade dela, exigindo até um carro novo. Eram um bando de sanguessugas! Não era de se admirar que tivessem destruído o caráter da menina.
Elpídio desceu acompanhado de seus seguranças e entrou no salão.
Ao ver aqueles homens de terno que claramente não estavam ali para gastar dinheiro, Helena assumiu uma postura defensiva.
— Quem são vocês? Se vieram arrumar confusão, vou chamar a polícia agora mesmo!
Elpídio a encarou com nojo e questionou rudemente:


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......