Na manhã seguinte, Lourdes desceu para tomar o café da manhã e encontrou uma jovem desconhecida sentada à mesa.
— Bom dia, Srta. Lourdes. Sou Isabella. O Sr. Gustavo me contratou para ser a sua assistente pessoal.
A aura de Isabella lembrava bastante a da secretária executiva de Gustavo: era extremamente rigorosa, meticulosa e exalava competência. Ao terminar de se apresentar, ela entregou um currículo em uma pasta impecável.
Lourdes leu o documento e ficou boquiaberta.
Isabella havia se formado em Arquitetura, feito mestrado em Design de Interiores no exterior e, após alguns anos trabalhando na área, ingressou em uma renomada Academia de Belas Artes para um MFA em Pintura a Óleo, obtendo o título de Mestre em Criação Artística. Como se não bastasse, ela também fora convidada para atuar como palestrante na Tate Modern por três anos.
— Eu já tenho duas assistentes pessoais — comentou Lourdes, perplexa. — Com esse currículo todo, vir trabalhar como minha assistente não é um desperdício enorme do seu talento?
Todas as assistentes pessoais de Lourdes passavam por uma triagem doentia da Sra. Goulart. Obviamente, a Sra. Goulart não encontrara o menor defeito no currículo formidável de Isabella, e foi por isso que ela conseguiu chegar até ali.
Isabella abriu um sorriso profissional.
— O Sr. Gustavo me garantiu que eu poderei ajudá-la enormemente, e eu tenho certeza de que desempenharei este trabalho com perfeição.
Após o café, Lourdes a levou para o escritório. Apenas quando a porta foi fechada com segurança, Isabella retirou um dossiê confidencial de sua pasta.
— O Sr. Gustavo selecionou estas três instituições de artes no exterior para você. Durante os próximos seis meses, serei sua mentora e a acompanharei durante todo o processo de preparação para as inscrições.
Lourdes olhou para os nomes das universidades e arregalou os olhos, em estado de choque. Mas, rapidamente, o brilho em seu olhar se extinguiu.
— Eu já me esforcei muito antes e quase consegui. Mas bastou a minha avó instigar a minha mãe, dizendo que meninas não deveriam ir para tão longe porque sairiam do controle, para que a minha mãe me trancasse em casa como um pássaro na gaiola.
Embora a Sra. Goulart mimasse a filha com do bom e do melhor, a vigilância era de uma toxicidade absurda. Lourdes não tinha autonomia para escolher as próprias roupas, o corte de cabelo ou sequer ter um animal de estimação sem o aval da mãe.
Por ser a filha com a saúde mais frágil, a Sra. Goulart a mantinha sob correntes invisíveis, proibindo-a de ir a qualquer lugar que escapasse do seu radar. Além disso, quando era jovem, a própria Sra. Goulart havia fugido com um pintor e passado por um período de profunda miséria. Traumatizada por essa experiência, ela proibiu Lourdes de aprender a pintar e vigiava severamente seu círculo de amizades, temendo que a história se repetisse.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......