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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 760

Giovanna não precisou pensar nem por um segundo.

— Então é essa a opção. Eu quero este bebê. Gustavo, você tem que me apoiar. Eu me recuso terminantemente a perdê-lo.

Ela já havia sentido o gosto do luto por um filho. Aquela era uma morte em vida que ela jamais experimentaria de novo.

Ivone aproximou-se, o rosto devastado de aflição.

— Giovanna, por favor, desista. Mais tarde nós adotamos uma criança, é a mesma coisa, meu amor.

Giovanna balançou a cabeça, a voz começando a embargar, mas o olhar estava rígido como chumbo.

— Mãe, não é a mesma coisa. E a senhora sabe que não é.

Como Ivone não entenderia? Assim como a própria Giovanna era insubstituível para ela, aquele bebê era insubstituível para a filha.

— Tudo bem... a mamãe vai te ajudar. Eu vou garantir que essa criança venha ao mundo.

Gustavo soltou um longo suspiro, a voz embebida em uma preocupação asfixiante.

— Giovanna, eu só te peço que pense mais um pouco.

— Não há o que pensar. Eu quero este bebê — cravou Giovanna.

Gustavo a envolveu em um abraço protetor, sussurrando com uma rouquidão calculada no ouvido dela:

— Meu amor, se chegar o momento em que eu for forçado a escolher... eu vou escolher você e abandonar a criança.

Giovanna forçou um tom de leveza para não se deixar engolir pelo terror.

— Não seja tão trágico, Gustavo. Quem sabe eu não dou à luz em segurança?

Após a alta médica, Gustavo transferiu a esmagadora maioria de suas operações para a Cidade Nova, erradicando qualquer trabalho noturno só para voltar mais cedo para ela.

Quando a Sra. Goulart descobriu, sua raiva transbordou em uma ligação histérica.

— Ela só está grávida! Precisa dessa dependência sufocante toda? Você já corria de lá pra cá todos os dias, e agora você jogou sua agenda de eventos e negociações no lixo por causa dela? Gustavo Goulart, onde está a sua ambição profissional? Você nunca agiu como um fracassado assim!

Gustavo retrucou com frieza glacial.

— A escolha foi minha. Eu dou conta de equilibrar minha carreira e minha vida pessoal sem que a senhora precise interferir.

— Humpf. Fique aí brincando de casinha com ela. Quando o Grupo Goulart despencar, quero ver o que você vai fazer.

A Sra. Goulart ficou em absoluto silêncio.

Ela nunca, em toda a sua vida, cogitou que Gustavo lhe diria o que realmente pensava.

Ele soltou um suspiro curto, o brilho predatório e calculista retornando aos seus olhos.

— Mas falar isso com a senhora é como tentar dar pérolas aos porcos. Mãe, não volte a me incomodar por trivialidades.

Ele desligou na cara dela.

A Sra. Goulart ficou encarando o celular no escuro, o cérebro paralisado.

*O que ele estava querendo dizer?*

Um súbito e asfixiante sentimento de culpa a invadiu, fazendo suas mãos tremerem.

Mas os seus mecanismos crônicos de defesa logo entraram em ação. A culpa derreteu e virou fúria pura.

— Ele acha que *eu* estou errada? Tudo o que eu fiz não foi para o bem dele? Quantas vezes ele me apunhalou pelas costas? Quantas noites eu passei acordada de tanto ódio por culpa dele? E agora ele tem a coragem de mandar eu não perturbá-lo? Eu sou a mãe dele! Cuspir essas palavras na minha cara não é o mesmo que arrancar o meu coração?

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