Giovanna não precisou pensar nem por um segundo.
— Então é essa a opção. Eu quero este bebê. Gustavo, você tem que me apoiar. Eu me recuso terminantemente a perdê-lo.
Ela já havia sentido o gosto do luto por um filho. Aquela era uma morte em vida que ela jamais experimentaria de novo.
Ivone aproximou-se, o rosto devastado de aflição.
— Giovanna, por favor, desista. Mais tarde nós adotamos uma criança, é a mesma coisa, meu amor.
Giovanna balançou a cabeça, a voz começando a embargar, mas o olhar estava rígido como chumbo.
— Mãe, não é a mesma coisa. E a senhora sabe que não é.
Como Ivone não entenderia? Assim como a própria Giovanna era insubstituível para ela, aquele bebê era insubstituível para a filha.
— Tudo bem... a mamãe vai te ajudar. Eu vou garantir que essa criança venha ao mundo.
Gustavo soltou um longo suspiro, a voz embebida em uma preocupação asfixiante.
— Giovanna, eu só te peço que pense mais um pouco.
— Não há o que pensar. Eu quero este bebê — cravou Giovanna.
Gustavo a envolveu em um abraço protetor, sussurrando com uma rouquidão calculada no ouvido dela:
— Meu amor, se chegar o momento em que eu for forçado a escolher... eu vou escolher você e abandonar a criança.
Giovanna forçou um tom de leveza para não se deixar engolir pelo terror.
— Não seja tão trágico, Gustavo. Quem sabe eu não dou à luz em segurança?
Após a alta médica, Gustavo transferiu a esmagadora maioria de suas operações para a Cidade Nova, erradicando qualquer trabalho noturno só para voltar mais cedo para ela.
Quando a Sra. Goulart descobriu, sua raiva transbordou em uma ligação histérica.
— Ela só está grávida! Precisa dessa dependência sufocante toda? Você já corria de lá pra cá todos os dias, e agora você jogou sua agenda de eventos e negociações no lixo por causa dela? Gustavo Goulart, onde está a sua ambição profissional? Você nunca agiu como um fracassado assim!
Gustavo retrucou com frieza glacial.
— A escolha foi minha. Eu dou conta de equilibrar minha carreira e minha vida pessoal sem que a senhora precise interferir.
— Humpf. Fique aí brincando de casinha com ela. Quando o Grupo Goulart despencar, quero ver o que você vai fazer.
A Sra. Goulart ficou em absoluto silêncio.
Ela nunca, em toda a sua vida, cogitou que Gustavo lhe diria o que realmente pensava.
Ele soltou um suspiro curto, o brilho predatório e calculista retornando aos seus olhos.
— Mas falar isso com a senhora é como tentar dar pérolas aos porcos. Mãe, não volte a me incomodar por trivialidades.
Ele desligou na cara dela.
A Sra. Goulart ficou encarando o celular no escuro, o cérebro paralisado.
*O que ele estava querendo dizer?*
Um súbito e asfixiante sentimento de culpa a invadiu, fazendo suas mãos tremerem.
Mas os seus mecanismos crônicos de defesa logo entraram em ação. A culpa derreteu e virou fúria pura.
— Ele acha que *eu* estou errada? Tudo o que eu fiz não foi para o bem dele? Quantas vezes ele me apunhalou pelas costas? Quantas noites eu passei acordada de tanto ódio por culpa dele? E agora ele tem a coragem de mandar eu não perturbá-lo? Eu sou a mãe dele! Cuspir essas palavras na minha cara não é o mesmo que arrancar o meu coração?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Autora ta enrolando demais, que chatissr essa relação Lucas & Giovana, nunca fala a real que existe certidão de casamento Vc colocou a personagem como idiota, submissa Puts ta uma merda.......
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......