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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 782

Giovanna duvidava que ele conseguisse abrir mão de todo aquele volume de trabalho.

Vendo a desconfiança dela, Gustavo enviou sua agenda dos próximos dois anos para o celular da mulher.

— Não farei viagens internacionais de negócios nos próximos dois anos. Além disso, contratei mais cinco assistentes seniores. Até você dar à luz, eles já devem ter se adaptado o suficiente para assumir boa parte do meu trabalho. Quando chegar o momento, eu só precisarei comandar as coisas da retaguarda.

No passado, devido às intensas disputas internas na Família Goulart, Gustavo era forçado a resolver quase tudo pessoalmente.

Mas agora, ele já havia erradicado várias facções dentro do grupo e colocado seus próprios homens em posições de confiança. O fardo, no futuro, não seria tão massacrante.

Ouvir que ele realmente tiraria licença junto com ela trouxe uma alegria genuína ao coração de Giovanna.

Ela sabia perfeitamente que a grande maioria dos homens tratava a criação dos filhos como uma obrigação exclusiva da mulher.

Mas Gustavo não era como eles.

Ela acariciou a própria barriga, os olhos transbordando de uma ternura serena.

Ela havia escolhido um ótimo pai para o seu filho.

Um mês se passou num piscar de olhos.

Giovanna começou a sentir o peso crescente da barriga, a ponto de sentir dificuldade para respirar se caminhasse por muito tempo.

Hugo Ribeiro, ciente da condição física dela, encarregou-se de cancelar todos os seus compromissos sociais e praticamente a proibiu de fazer horas extras.

Ao pensar que logo ela entraria em licença-maternidade, Hugo percebeu que não havia quase ninguém no escritório capaz de assumir as funções dela.

No fim das contas, Hugo teve que contratar mais uma assistente para auxiliá-la no fluxo de trabalho.

Ele também não se esqueceu de ligar para Gustavo, aconselhando-o a contratar duas babás experientes. O trabalho de Giovanna era insubstituível e, muito provavelmente, ela precisaria continuar coordenando algumas coisas de casa durante a licença.

Gustavo, que sabia o quanto a carreira de Giovanna era importante, deu sua palavra a Hugo:

— Eu apoiarei o trabalho da Giovanna. Não deixarei que a maternidade atrase a carreira dela.

Giovanna reconheceu a figura. Era Lucas.

O sorriso sumiu de seu rosto instantaneamente, substituído por um olhar de gélida indiferença.

Lucas parecia ter sido atingido por um raio de proporções catastróficas. As veias de seu rosto saltavam sob a pele.

— Você... você realmente está esperando um filho dele? — A voz de Lucas tremia de forma impecável, impregnada de uma angústia e de um afeto tão devotados que beiravam o sufocamento. — Não, como isso é possível, meu amor? No passado, por mais que tentássemos de tudo, não conseguíamos ter o nosso bebê... Você por acaso se sujeitou a tratamentos cruéis por ele, tomando injeções e remédios, sofrendo calada todo esse tempo? E ele ainda tinha a coragem de dizer que filhos não importavam... pelo visto, era só uma mentira barata para enganar os ingênuos! Ah, Giovanna, minha querida, você tem um coração tão puro, você foi tão tola...

Giovanna o encarou, inexpressiva, ignorando o tom delirante daquela acusação.

Os olhos de Lucas estavam cravados nela.

— Mas ele sequer teve a decência de se casar com você, de te dar o lugar que você merece, meu amor. Por que você aceita passar por tudo isso e dar à luz um filho dele sem nenhuma garantia? Que direito ele tem de te usar assim?

Ao ouvir aquilo, os lábios de Giovanna mal se moveram em um esboço apático de sorriso, e ela respondeu em um tom morto e raso:

— Porque eu o amo.

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