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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 795

Heloísa apertou as mãos discretamente e testou o terreno:

— Mas se a Giovanna realmente der à luz um menino e o Gustavo continuar insistindo que não quer ninguém além dela, você vai mesmo impedi-los de ficarem juntos para sempre?

— Hmph! Se quiserem a minha aprovação, terão que me pedir perdão ajoelhados e garantir que obedecerão a todos os meus comandos pelo resto da vida. Caso contrário, jamais aceitarei.

O que Zuleica buscava não era justiça, era submissão absoluta. Ela exigia ser tratada pelos filhos como uma rainha soberana.

Uma sombra obscura cruzou os olhos de Heloísa. Aquilo significava que a probabilidade de Zuleica acabar aceitando Giovanna ainda era enorme. Ela precisava colocar mais lenha na fogueira.

No hospital, após a realização dos exames, prescreveram a Giovanna uma pomada de uso tópico para o tornozelo.

Quando Giovanna voltou de cadeira de rodas, Zuleica ainda não havia ido embora. Observando-a com desdém, disparou:

— Era para tanto drama? Foi apenas um tornozelo torcido.

Giovanna não se deu ao trabalho de olhar para ela. Apenas ordenou a Renan:

— Ponha as duas para fora.

A paciência de Zuleica evaporou. Ela explodiu de raiva:

— Giovanna, este apartamento pertence ao meu filho! Com que direito você me manda sair? Falando a verdade nua e crua, você não passa de uma amante que o meu filho sustenta fora de casa. Quem deveria sair daqui é você!

Heloísa logo interveio, adotando um tom falsamente conciliador:

— Cunhada, por favor, diga menos. A Giovanna está grávida e torceu o pé por sua causa... Imagine como o Gustavo ficará furioso quando descobrir isso.

— Estou dizendo que ela está fingindo! — rebateu Zuleica. — Ela quer criar um espetáculo só para me ver brigando com o Gustavo! Ela é cheia de artimanhas venenosas!

Giovanna massageou as têmporas, sentindo a exaustão tomar conta. Pensava em ir descansar no apartamento ao lado e só retornar quando os seguranças tivessem expulso a mulher dali. Naquele exato instante, Gustavo entrou pela porta.

Ele já havia lido a mensagem enviada por Renan ainda durante o voo. Com uma expressão tempestuosa, ele fuzilou as duas mulheres:

Expulsa do condomínio e sentada no banco de trás do carro, Zuleica queixou-se amargamente para Heloísa:

— Olhe para o Gustavo... Por causa daquela mulherzia, ele decidiu me desrespeitar completamente!

Heloísa acariciou o braço dela com doçura venenosa:

— Cunhada, essa é a primeira vez que o Gustavo se apaixona, é natural que ele perca a razão. E ainda por cima agora há um bebê envolvido; separá-los de vez será uma tarefa monumental. Você sabe que o Gustavo sempre teve a cabeça muito dura. Na minha humilde opinião, você deveria deixar as águas rolarem e simplesmente aceitar o fato de que eles vão ficar juntos. Depois que ela tiver o bebê e você for promovida a avó, formarão uma família tão harmoniosa...

Ouvir aquilo causou uma náusea instantânea em Zuleica.

— Acha que me forçarão a aceitar esse relacionamento usando uma criança de escudo? Eu me recuso a dar o que eles querem! O Gustavo pode até mandar nos negócios, mas na família Goulart quem dita as regras sou eu. Se ele não se submeter, a Giovanna jamais, nesta vida, passará pelos portões da nossa família.

Heloísa riu por dentro. O temperamento da cunhada era extremamente previsível. Quanto mais a aconselhasse a aceitar Giovanna, mais visceral seria a repulsa de Zuleica pela moça.

Antes de a identidade de Giovanna como filha de Ivone ser confirmada, Heloísa não tinha objeções ao fato de Gustavo se casar com ela.

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