A Sra. Goulart rangeu os dentes, furiosa:
— Gustavo Goulart, você acha que não posso controlar você e não vou poder controlar a minha própria filha?
— É melhor você se preocupar em controlar o seu marido primeiro — retrucou Gustavo friamente. — Se você não conseguir manter o seu casamento, como pretende sustentar essa sua pose de Sra. Goulart?
A Sra. Goulart quase explodiu de raiva. Quando tentou xingá-lo de novo, percebeu que ele já havia desligado. Furiosa, ela arremessou o celular longe.
Ao ouvir a conversa, Giovanna estendeu os braços para abraçá-lo.
Gustavo deu uma risada leve.
— Já tenho bastante experiência em discutir com a minha mãe, quase sempre saio ganhando.
Giovanna continuou abraçada a ele em silêncio. Brigar com a própria família, mesmo que se vença a discussão, sempre afeta o humor. É uma vitória que custa caro. Ter uma relação familiar tóxica e da qual não se pode escapar é algo que tortura qualquer um.
*
Quando Giovanna voltou do trabalho, encontrou Elpídio Rocha parado em sua porta. Gustavo havia mencionado que ocorrera um problema na sede do Grupo Rocha, o que fez Elpídio retornar à Capital para resolver a situação. Com isso, ela pôde desfrutar de um tempo sem que ele demonstrasse seu excessivo controle paterno. Achou que finalmente teria paz, mas lá estava ele novamente.
— Giovanna, você já deve estar perto da data do parto, certo? Como está se sentindo? Tem tido algum desconforto?
Giovanna ficou um pouco surpresa ao vê-lo subitamente demonstrar preocupação com a saúde dela e do bebê, afinal, ele já havia sugerido antes que ela abortasse.
— Diga logo o que você quer e poupe o papo furado — respondeu Giovanna, com um tom gelado.
Elpídio suspirou, resignado:
— Não seja tão fria com o papai. Eu vim desta vez para discutir com você sobre as ações do Grupo Rocha.
Ivone já havia alertado Giovanna de que, se Elpídio tocasse no assunto da divisão das ações do Grupo Rocha, ela não deveria ser tola de recusar. Aquilo era algo que Elpídio lhes devia, ele tinha a obrigação de compensá-los. Por isso, Giovanna permitiu que ele entrasse.
Ele achava que já era tarde demais para reconstruir os laços com Giovanna e Odemar. No entanto, ele podia cultivar um laço com a criança. Se a educasse bem, aquele neto com certeza o obedeceria no futuro.
Giovanna enxergou a estratégia através das palavras dele. Elpídio Rocha era o tipo de homem que abominava perder. Para ele, até mesmo se fossem seus próprios filhos, se não pudessem ser controlados, deixar qualquer herança para eles seria um mau negócio.
Sem o menor interesse, Giovanna retrucou:
— O sobrenome do meu filho não é você quem decide. E, além disso, você vive dizendo que faz as coisas para o meu bem e do Odemar. Mas nós nunca vimos nenhum bem vindo de você. O tio Peixoto, por exemplo, nos deu tudo sem exigir qualquer tipo de troca.
Elpídio tentou se explicar, mas Giovanna já havia indicado a porta.
— Sr. Elpídio, por favor, vá embora.
Ele ainda queria argumentar, mas Giovanna simplesmente não lhe deu abertura. Além do mais, ela estava no estágio final da gravidez, e ele temia que uma discussão mais acalorada pudesse causar algum problema, do qual se arrependeria pelo resto da vida. Frustrado, ele não teve escolha a não ser ir embora.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Autora ta enrolando demais, que chatissr essa relação Lucas & Giovana, nunca fala a real que existe certidão de casamento Vc colocou a personagem como idiota, submissa Puts ta uma merda.......
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......