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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 867

Gustavo pousou o copo d'água sobre a mesa. Cruzou as pernas longas e sua voz ecoou fria, impiedosa e puramente utilitária: — Pai, se você quer que o grupo aprove um financiamento milionário, não pode simplesmente fingir que seguiu meia dúzia de burocracias. Os meus investimentos exigem retorno.

Wellington franziu a testa, impaciente: — Você conhece a situação da Aura melhor do que ninguém. Os jovens de hoje não compram nossos produtos porque acham a nossa imagem ultrapassada. A minha estratégia é simples: se contratarmos alguns ídolos pop famosos para serem os garotos-propaganda, problema resolvido. O poder dos fãs desses artistas é enorme, não é?

O olhar de Gustavo permaneceu morto e impassível: — Se o plano de negócios que você apresentou é tão medíocre assim, você não vai passar nem na avaliação de desempenho do seu período de experiência.

Wellington explodiu: — Eu sou o seu pai! Você vai usar esses seus truquezinhos de opressão corporativa comigo?!

Gustavo franziu a testa, seu tom inabalável perante o sangue: — No mundo dos negócios não existe pai e filho. Nós estamos discutindo o orçamento do grupo. Tentar usar chantagem emocional para forçar minha mão é patético, pai.

Wellington achou o filho o ser humano mais frio e irracional da face da terra, mas era incapaz de formular qualquer argumento lógico para rebatê-lo.

Percebendo que a visita fora inútil, Wellington levantou-se abruptamente e saiu bufando.

Giovanna caminhou até Gustavo, sentou-se ao seu lado e deu tapinhas suaves nas costas da mão dele, como um conforto silencioso.

Gustavo segurou a mão dela, e o gelo em seus olhos derreteu num instante. Sua voz tornou-se incrivelmente baixa e devotada: — Sinto muito que tenha passado por isso, meu amor. Da próxima vez que ele vier, me mande uma mensagem e eu volto mais cedo.

Giovanna sorriu levemente: — Se ele quiser vir, que venha. Para mim, ele é transparente.

Gustavo a puxou para um abraço, suspirando com uma mistura de culpa e adoração profunda: — Às vezes sinto que trazer você para a capital só lhe causou mais problemas.

— Não diga isso. A nossa família unida é a coisa mais importante. E, além do mais, consegui excelentes recursos e laboratórios aqui. Esses são os benefícios reais que importam.

Gustavo não esperava ser ele o consolado ali e soltou um riso sem jeito.

A pequena Alice, vendo os pais abraçados, correu até eles e ergueu os bracinhos, cheia de expectativa: — Alice quer abraço também!

Giovanna abriu um sorriso largo e ergueu a menina nos braços.

Karla, que havia sido xingada pela família inteira por anos, sequer mencionou o passado. Recebeu-o com um sorriso genuíno, serviu-lhe um copo de suco e deu a ele chocolates importados.

Ao ouvir que ele precisava de dinheiro para a faculdade, ela pareceu explodir de orgulho.

— Você é o jovem mais brilhante que essa família já produziu. É claro que a sua prima vai te ajudar! Vamos fazer assim: eu quito todas as dívidas hospitalares do seu pai, pago a mensalidade da sua faculdade e cubro todos os seus custos de vida. O que acha?

Centenas de milhares de reais não eram nada para ela, mas, para um adolescente do ensino médio, era uma quantia estratosférica.

Ele se curvou quase até o chão, jurando que um dia a recompensaria por tudo.

Karla apenas sorriu, radiante: — Somos família, não precisa dessa formalidade toda. Só não esqueça da sua prima no futuro, e venha me visitar mais vezes.

Quando entrou na faculdade, foi Karla quem o levou de carro luxuoso até o campus.

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