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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 891

A expressão de Giovanna era gélida, sua postura impenetrável e autoritária.

— Agora quem manda na Aura sou eu. Se o Sr. Leonardo deseja seguir seu antigo chefe, fique à vontade. Tenho certeza de que o Sr. Wellington adoraria levá-lo para pescar em alto-mar.

As palavras do Sr. Leonardo morreram na garganta.

Aquela mulher era osso duro de roer. Eles não podiam bater de frente se quisessem manter seus cargos e benefícios garantidos.

Vendo a encurralada, o Sr. Xavier e o Sr. Yuri rapidamente leram o clima e engoliram o orgulho.

Como os outros cederam, o Sr. Leonardo não teve escolha a não ser abaixar a cabeça para Giovanna por enquanto.

O tom de Giovanna continuou linear e inabalável:

— Não pensem que sou alguém incapaz de compreender o lado humano da situação. Será assim: antes do fim do expediente de hoje, vocês três entregarão em minha mesa dois documentos. O primeiro será um plano estratégico detalhado do trimestre. O segundo será uma carta de autocrítica escrita à mão com três mil palavras. Se falharem na entrega, assumirei a falha como um pedido formal de demissão.

Os três ficaram boquiabertos, o choque estampado nos rostos.

O plano de negócios já era péssimo, mas uma carta de autocrítica escrita à mão? O que ela achava que eles eram? Crianças na escola?

Giovanna ignorou o drama.

— Se não houver objeções, a porta é serventia da casa.

Abatidos e humilhados, os diretores se arrastaram para fora do escritório.

A notícia do castigo exemplar aplicado ao Sr. Leonardo, ao Sr. Xavier e ao Sr. Yuri correu pelos corredores como fogo em pólvora. Aqueles que planejavam entregar planos de trabalho rasos ou maquiados começaram a suar frio e passaram a trabalhar feito loucos.

Antes do fim do expediente, todos os planos trimestrais estavam sobre a mesa de Giovanna, inclusive as três castas de autocrítica.

Ela leu o material e mandou devolver absolutamente todos os planejamentos, exigindo que fossem refeitos no dia seguinte.

O pânico tomou conta da empresa.

Alguns procuraram Rafaela desesperados, implorando por dicas de como o documento deveria ser estruturado, porque não conseguiam ler o que a nova CEO desejava. O terror de passar por revisões infinitas era palpável.

Pela manhã, o consenso era de que Giovanna não oferecia perigo. Agora, sentiam na pele que as exigências dela eram ainda mais letais e sufocantes que as de Gustavo.

Observar aqueles tiranetes suando de pavor trouxe a Rafaela uma imensa sensação de vingança purificadora.

Os diretores responderam o recebimento em uníssono, com o pavor da submissão imediata. Acabara-se o clima arrastado da manhã.

No caminho para casa, o telefone de Giovanna tocou. Era Wellington.

Ela não esperava o contato dele, mas atendeu com distanciamento civilizado:

— Sr. Wellington. Do que precisa?

Wellington bufou, furioso, do outro lado da linha.

— Você é muito audaciosa, Giovanna, atrevendo-se a mexer com o pessoal que deixei na Aura. Eu posso ter saído da cadeira de CEO, mas ainda sou um Goulart. A Aura pertence à minha família. Com que direito você demite os meus funcionários?

A voz de Giovanna foi implacável.

— Sr. Wellington, toda e qualquer decisão tomada foi com o exclusivo intuito de reestruturar a empresa. Se o senhor questiona meus métodos, sinta-se livre para protocolar uma denúncia no conselho de administração. Mas enquanto a cadeira for minha, o sangue derramado será escolhido por mim. Peço que o senhor não interfira no que está além de sua alçada.

Ouvindo a resposta dura e insubordinada, Wellington deu uma risada de pura fúria.

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