O número de bitucas no chão não parava de aumentar.
Quando o maço inteiro acabou, ele se preparou para ir embora.
De repente, uma bola de futebol rolou pelos portões do condomínio.
Logo atrás, surgiu uma menininha, com traços delicados como se tivesse sido esculpida em jade.
Seus olhos eram grandes e brilhantes, encantadores.
Lucas a encarou por um longo tempo, sentindo que havia algo familiar naqueles traços.
A bola parou bem perto dos seus pés.
A garotinha correu até ele e abraçou a bola.
Ela lançou-lhe um olhar rápido e, então, abraçando a bola que era maior que a própria cabeça, deu meia-volta e correu de volta para o portão.
Duas babás vieram logo atrás, com expressões cheias de preocupação.
— Alice, você não pode sair assim! Tem muitos carros lá fora, é perigoso.
A menininha deu um sorriso travesso:
— Já seiii.
Lucas paralisou.
Alice... parecia ser o nome da filha de Gustavo e Giovanna.
Uma dor surda começou a se espalhar por seu peito.
Se a criança que ele e Giovanna conceberam não tivesse sido perdida... agora seria apenas um ano mais velha que aquela garotinha.
A essa altura, aquela criança estaria chamando-o de pai com uma voz suave e infantil, exatamente como a filha do outro.
O celular tocou. Era Olívia Oliveira.
— Lucas, quando você volta para a Cidade Nova? Vai conseguir chegar a tempo para o aniversário do Dudu?
Lucas lembrou-se do filho que teve com Sabrina Souza e uma irritação asfixiante tomou conta dele.
Se ele não tivesse sido tão prático, se não tivesse se casado no papel com Sabrina apenas para garantir a linhagem e o dinheiro... sua vida não estaria aquele lixo.
— Voltarei em breve.
Embora estivesse profundamente frustrado com a vida patética que levava, Lucas não tinha escolha a não ser cerrar os dentes e suportar o fardo de suas próprias decisões calculistas.
*
— Giovanna, que método você usou para fazer o Sr. César engolir o orgulho e aceitar suas ordens?
Rafaela já estava na Aura há algum tempo. Ela sempre tratou o Sr. César com extrema polidez, venerando-o como um veterano intocável da família.
Afinal, na Aura, ele era praticamente a única pessoa que se importava de verdade com o trabalho e o único ativo inestimável que a empresa ainda possuía.
Apesar disso, ele nunca havia lhe dado a menor abertura.
Giovanna soltou um leve sorriso, o olhar calculista e focado:
— O Sr. César é alguém muito fácil de lidar.
Pessoas que se dedicam inteiramente ao produto têm mentes puramente lineares e lógicas. Para Giovanna, negociar e moldar as expectativas dele era infinitamente mais fácil do que lidar com a rede de falsidades e burocracia inútil dos outros executivos.
Ouvir aquela resposta deixou Rafaela perplexa.
O Sr. César que Giovanna descrevia era realmente a mesma pessoa que ela conhecia?
À noite, Giovanna ligou para Lourdes Goulart, que estava no exterior.
Ao ouvir a proposta friamente estruturada de Giovanna, Lourdes ficou estupefata:
— Giovanna, você realmente acha que eu dou conta disso?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Autora ta enrolando demais, que chatissr essa relação Lucas & Giovana, nunca fala a real que existe certidão de casamento Vc colocou a personagem como idiota, submissa Puts ta uma merda.......
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......