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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 941

Lucas já não se lembrava muito bem dos ressentimentos exatos que os afastaram no passado.

Ele pensava que o tempo era realmente um remédio poderoso e que talvez Giovanna também fosse esquecendo aos poucos toda aquela dor.

Se pudessem, ao menos, voltar a ser amigos...

Foi então que ele avistou Zilda saindo pelos portões, carregando um bolo familiar.

Em seguida, ele a viu jogar a caixa inteira na lixeira da calçada, do lado de fora do condomínio.

Os olhos de Lucas ficaram vermelhos.

Ele acreditava que, depois de tanto tempo, já não sentiria o coração doer com a frieza e a rejeição de Giovanna.

Mas estava enganado. Doía como nunca.

Recolhendo o olhar, Lucas ligou o carro e foi embora.

*

Com o clima esquentando gradativamente, Giovanna saiu cedo do trabalho para comprar roupas novas no shopping.

Ela comprou uma quantidade considerável.

Além das suas próprias roupas, também escolheu peças para Gustavo, Alice, Ivone e Firmino Peixoto.

A vendedora, que a acompanhou nas escolhas por mais de duas horas, não conseguia disfarçar o sorriso de orelha a orelha.

Normalmente, as clientes experimentavam dezenas de peças para, no fim, levar apenas uma ou duas.

Mas Giovanna simplesmente informava o tamanho aproximado, passava os olhos pelas araras e colocava tudo o que gostava direto no carrinho de compras.

A vendedora já calculava mentalmente a comissão astronômica do dia.

Como o trabalho de Giovanna era intenso, ela raramente tinha tempo para fazer compras no dia a dia.

Por isso, sempre aproveitava a troca de estações para tirar um dia e comprar tudo de uma vez.

Embora Gustavo já pedisse para seu assistente encomendar diversas roupas de marcas de alto luxo, Giovanna ainda preferia o conforto das marcas mais acessíveis. Eram mais gostosas de usar e adequadas para reuniões rotineiras com parceiros comerciais.

Do contrário, se aparecesse sempre vestida da cabeça aos pés com grifes caríssimas, os outros poderiam achar que ela tinha um patrocinador obscuro, o que não passava a imagem de seriedade que ela prezava.

No entanto, ciente de que Gustavo, Ivone e Firmino não usariam aquelas roupas em ocasiões formais, ela comprou apenas pijamas, moletons e roupas de ficar em casa para eles.

E o que Giovanna comprasse, eles usavam de bom grado, sem nenhum pingo de frescura.

Após terminar, ela foi ao caixa para pagar.

Renan e Teodoro, que a acompanhavam, ajudaram a carregar todas as sacolas.

Assim que Giovanna entrou no escritório, Célia virou-se para Zilda com uma voz carregada de veneno:

— Eu acho que a renda da Srta. Giovanna não deve ser alta, né? Normalmente, ela depende do Sr. Gustavo para se sustentar. Como ela pode esbanjar dinheiro assim? Por mais rico que o marido seja, não vai ser o suficiente para sustentar essa ostentação toda dela, concorda?

Zilda, com preguiça de dar trela, ignorou a colega.

Como não obteve resposta, Célia ficou incomodada.

Ela estava prestes a ir para a cozinha quando, de repente, percebeu que Giovanna estava parada logo atrás dela. Seu rosto empalideceu no mesmo instante.

— Srta. Giovanna, a senhora... não ouviu o que eu acabei de dizer, não é?

Giovanna sorriu com ironia:

— Claro que ouvi tudo, Célia. Você tem algum problema comigo?

Célia entrou em pânico e começou a dar tapinhas na própria boca:

— Falei bobagem, foi coisa da minha cabeça. Por favor, não leve a sério, Srta. Giovanna.

Com um tom gélido, Giovanna a colocou no devido lugar:

— Célia, eu tenho a minha própria renda. Todas essas roupas foram compradas com o meu dinheiro. E mais: a situação financeira da nossa família não é da sua conta.

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