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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 947

Ao verem as roupas comuns que Helena, Avó Martins e Clara vestiam, alguém na multidão soltou com escárnio:

— Uma família dessas definitivamente não tem dinheiro para comer aqui, né? Será que vieram apenas para fazer a limpa nas bolsas dos outros? Não seria a primeira vez que isso acontece. Tem que ter coragem para se arriscar a ir para a delegacia assim, hein?

Ao ouvir os absurdos que as pessoas estavam lançando sem qualquer embasamento, o rosto de Helena ficou rubro de indignação.

— Quem é que não tem dinheiro para comer aqui? Querem que eu mostre o saldo da minha conta bancária para vocês?

Os negócios de Helena haviam prosperado muito no último ano, e o seu saldo ultrapassava a marca dos milhões de reais. Levar a sua família para um restaurante requintado ocasionalmente não era o menor problema.

Com que direito aquelas pessoas a olhavam com tanto desprezo?

No entanto, o gerente do restaurante compartilhava do mesmo preconceito que a multidão. Ele se virou para Helena e advertiu:

— Senhora, por favor, pare de tentar justificar o injustificável. Com essa atitude, só me resta chamar a polícia.

— Pode chamar! — rebateu Helena, enfurecida. — Chame agora mesmo! Eu não roubei nada, não tenho nada a temer!

Apavorada, Clara usou o seu relógio inteligente para mandar uma mensagem para Giovanna, implorando que a prima viesse ajudá-las.

Porém, no nervosismo, ela selecionou o contato errado e acabou mandando a mensagem para Gustavo.

Gustavo estava em um jantar de negócios num restaurante próximo. Ao ler a mensagem de Clara, ele pediu desculpas aos convidados, retirou-se imediatamente e seguiu em direção ao local.

Exatamente quando Helena estava sendo arrastada para a saída, prestes a ser levada à delegacia à força, Gustavo chegou.

No instante em que ele se aproximou, todos pararam o que estavam fazendo.

A aura imponente que emanava dele era tão sufocante que o gerente do restaurante sentiu um calafrio gelar a sua espinha.

Ele provavelmente não deve ter vindo atrás daquelas mulheres, pensou o gerente.

Afinal, aquela mulher claramente tinha a aparência de alguém de origem extremamente humilde.

Mas Gustavo viu o casaco de Helena arrancado, jogado e pisoteado no chão.

Sem hesitar, ele tirou o seu próprio terno e caminhou em direção a ela.

Por puro instinto de sobrevivência, o gerente soltou o braço de Helena e deu um passo para trás.

Gustavo colocou o paletó sobre os ombros de Helena e perguntou:

— Tia, a senhora está bem?

A humilhação que pesava no peito de Helena e da Avó Martins se dissipou consideravelmente.

Enquanto isso, ao presenciar Gustavo defendendo Helena de maneira tão formidável, a expressão de Yasmim escureceu por completo.

Por que a Família Martins era digna de tanto respeito por parte de Gustavo Goulart?

Karla, por sua vez, jamais imaginou que o circo pegaria fogo daquela maneira.

O seu objetivo nunca havia sido provocar a ira de Gustavo. O que ela faria agora para apagar o incêndio que Yasmim havia começado?

Quando o dono do restaurante finalmente entendeu o desenrolar dos fatos, fuzilou o gerente com os olhos.

— Como é que a tia do Sr. Gustavo iria roubar alguma coisa?! Só porque não estão ostentando ouro e grifes, não significa nada. A verdadeira riqueza não grita! Que falta de visão ignorante!

O gerente abaixou a cabeça às pressas, fazendo uma reverência profunda, transbordando arrependimento em cada palavra das suas desculpas.

Helena nem se dignou a olhar para o gerente, fixando a sua atenção diretamente em Yasmim:

— Você jurou de pé junto que fui eu que roubei as suas coisas. Cadê a prova?

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