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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 951

Os dois foram passear na rua comercial mais movimentada da Capital.

Havia muitas marcas de luxo por lá, assim como muitas marcas de nicho.

Karla disse que o faria mudar um pouco de estilo e o levou a uma loja de marca de nicho.

Por coincidência, Giovanna e sua família também estavam naquela loja.

Ela estava escolhendo casacos e chapéus para a Avó Martins.

Ao ver que a avó estava cansada de andar, fez com que ela se sentasse em um banco e agachou-se para massagear as panturrilhas dela.

Quando Elpídio viu Giovanna ser tão atenciosa com a Avó Martins, sentiu um vazio no peito.

Ele era o pai biológico dela e nunca havia recebido nem sequer um bom semblante, muito menos um cuidado tão carinhoso.

Se Giovanna demonstrasse por ele ao menos metade do cuidado que tinha com a Avó Martins, ele já teria concordado em lhe dar uma parte das ações da empresa há muito tempo.

O que ele queria era simples: apenas que ela fosse filial.

Por acaso era tão difícil assim?

Karla também avistou Giovanna e as outras e perguntou a Elpídio:

— Quer ir lá dar um oi?

Elpídio respondeu:

— Não precisa. Essa garota puxou a personalidade da Ivone, é muito teimosa. Não tem um pingo de consideração por mim. Deixe para lá, vamos fazer as nossas compras.

Ao notar a frieza dele em relação a Giovanna, Karla alegrou-se internamente.

Tudo o que ela queria era que a relação entre Elpídio e Giovanna ficasse cada vez mais fria. Só assim ela e seu filho poderiam herdar tudo da Família Rocha.

Ao comprar coisas para a avó, para a tia e para Clara, Giovanna nunca olhava o preço. Se fosse adequado, ela comprava.

A Avó Martins, vendo que ela já havia gastado bastante dinheiro, tentou impedi-la em voz baixa:

— Chega. A avó só veio ver você, não precisa gastar tanto. Guarde o seu dinheiro para comprar brinquedos e roupas para a Alice.

Giovanna deu uma leve risada:

— É raro eu ter a chance de gastar com vocês, então não fique com pena do dinheiro.

Ela não conseguia ir ver a avó com frequência, nem cuidar dela, o que a deixava com a consciência pesada.

Se sequer conseguisse comprar algumas coisas para elas, sentiria ainda mais culpa.

Gustavo notou que Clara não parava de encarar o Ateliê dos Sonhos ao lado, então perguntou:

— Clara, quer entrar para dar uma olhada?

Os olhos de Clara brilharam:

— Só alguns anos mais velha que eu?

A vendedora assentiu:

— Sim, é verdade. Ela desenhou várias pelúcias. Vou te levar para ver.

Depois de ver tudo e ouvir as explicações, Clara tinha um olhar cheio de desejo.

— Você gostou muito dessas pelúcias? — a vendedora perguntou, sorridente.

Clara assentiu:

— No futuro, eu também quero desenhar pelúcias tão fofas.

O rosto da vendedora encheu-se de expectativa:

— Então vou esperar pelos seus trabalhos. Quem sabe, um dia, suas criações também poderão aparecer na nossa loja.

Clara abaixou a cabeça, um pouco envergonhada:

— Mas eu não sou tão boa assim.

Nesse momento, a Sra. Castro, levemente gordinha, saiu. Ao ver a colega conversando com Clara, falou, insatisfeita:

— Milena, qual é o seu problema? Por que não vai arrumar as prateleiras de uma vez?

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