Camille recuou um passo assustada, e seus olhos ficaram vermelhos na mesma hora.
— Eu... me desculpe, Osvaldo. — Ela abaixou os olhos, com a voz trêmula. — Fui eu que me confundi. Achei que um dos dois colares era para mim, eu não sabia qual era o brinde.
Ela levantou os olhos, olhando para Osvaldo com lágrimas.
Bastava ela chorar um pouco para que o homem à sua frente sentisse pena, se preocupasse com ela e esquecesse de todo o assunto. Sempre era assim no passado.
Osvaldo olhou para as lágrimas dela e franziu a testa.
Ele estava descontente, mas não a questionou. Após alguns segundos de silêncio, ele falou, com o tom mais suave: — Não faça mais isso no futuro. Pelo menos, pergunte para mim antes de tomar uma decisão.
Hoje fez Andreia entender errado de novo.
Ele lembrou do jeito que Andreia olhou para ele agora há pouco, e uma irritação inexplicável surgiu em seu peito.
Esse assunto não seria esquecido tão fácil.
Ele olhou para o colar no pescoço de Camille, e depois para a beirada da caixa aparecendo na lixeira.
— Deixe o colar aí. — Ele disse: — E vá embora rápido.
O quê?
Camille paralisou por um instante, duvidando do que tinha ouvido.
Pela lógica de antes, já que ela tinha tocado naquilo, Osvaldo com certeza deixaria que fosse dela.
Não era sempre assim antes? As coisas para as quais ela olhasse um pouco mais, ele dizia para pegar se gostasse.
Por que hoje foi diferente?
Mandar ela deixar o colar não era como dar um tapa na cara dela?
As lágrimas nos olhos dela aumentaram. Ela levantou a cabeça, olhando para ele ofendida.
Então ela estendeu a mão, tirou o colar do pescoço devagar e entregou para ele: — Osvaldo, não quero deixar você em uma situação difícil. — A voz dela estava embargada, mas ela se esforçou para forçar um sorriso compreensivo: — Já que esse colar foi você quem deu para a Andreia, eu não sou digna de usar. Vou devolver para você agora.

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