No dia seguinte, Andreia acordou bem cedo.
O despertador ainda não tinha tocado, o dia estava apenas amanhecendo lá fora, e ela já havia aberto os olhos.
Hoje era o seu primeiro dia de trabalho.
Ela estava extremamente animada e, ao sair, olhou para trás para aquela pequena casa, sentindo-se cheia de energia.
Por volta das oito e meia, ela chegou à empresa.
Ainda não havia ninguém na recepção, então ela sentou-se no sofá ao lado para esperar. Ela segurava a cópia impressa do e-mail de notificação de admissão, e o papel estava um pouco amassado em sua mão.
De repente, a porta giratória se abriu e uma figura saiu de dentro.
Um homem saiu do elevador. Muito alto, vestindo um terno escuro, com traços faciais marcantes e uma postura imponente que impunha respeito sem precisar se irritar.
Ele caminhava num ritmo calmo, os sapatos de couro fazendo um som suave contra o piso.
Era Lucca Valente.
Ao passar pela recepção, ele parou de repente e virou a cabeça para olhar para ela.
— Você é... Andreia Martins?
A voz dele era muito fria.
Para muita gente, era raro vêlo puxar conversa por conta própria.
Andreia levantou-se rapidamente: — Sr. Valente, olá, sou Andreia Martins, a nova funcionária que começa hoje.
— Eu sei. — O olhar de Lucca recaiu sobre o rosto dela, parou por um instante e depois se desviou. O tom dele era indiferente, com um escrutínio condescendente: — O seu trabalho de ontem foi bom. Mas dá para ver que você não toca em um lápis há muito tempo.
Sim.
O coração de Andreia deu um salto.
Lucca era mesmo Lucca, conseguiu perceber de relance que ela não tocava em um lápis há muito tempo.
Mas qualquer veterano conseguiria perceber, os primeiros traços dela foram muito duros, ela foi recuperando a prática aos poucos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Pensou Que Eu Só Ia Chorar