Andreia estava atrás da cortina, o coração batia forte e acelerado dentro do peito.
Ela respirou fundo, deu um passo...
— Espere um momento!
Uma voz veio da plateia, aguda e clara, quebrou de repente o silêncio que reinava no salão.
Os olhares de todos se voltaram para a origem da voz.
Camille estava no corredor da plateia, segurando uma pilha de papéis nas mãos.
Seu rosto exibia uma expressão de retidão, o queixo levemente erguido, como uma mensageira da justiça.
— Sr. Valente. — Sua voz era alta, garantindo que todos pudessem ouvir: — Antes de o senhor deixar essa designer subir ao palco, tenho algo que preciso esclarecer.
Sussurros ecoaram pelo salão.
Lucca estava no palco, o olhar escurecendo, sem dizer nada.
Sua expressão não mudou, mas quem o conhecia sabia que era a calmaria antes da tempestade.
Camille deu alguns passos à frente, erguendo os papéis que segurava.
— Pelo que sei, as obras que Andreia está apresentando desta vez são suspeitas de plágio. — Sua voz carregava uma confiança firme: — Eu tenho provas aqui.
O ar no salão congelou instantaneamente. Todos os olhares se voltaram para a direção da entrada dos bastidores.
Andreia estava parada ali, o olhar varrendo a plateia.
Osvaldo também estava sentado ao lado de Camille.
Pelo visto, os dois vieram hoje com a intenção de destruí-la.
Ela apenas hesitou por um momento, então soltou a cortina com calma e caminhou até o lado de Lucca.
Todo o grupo acreditava nela, ela não podia falhar naquele momento.
Andreia parou ao lado do microfone, o tom sem nenhum pânico, e disse em voz baixa: — Já que você tem provas, por que não as mostra para todos nós vermos.
Camille já tinha feito a lição de casa.
Os desenhos de design que ela conseguiu de manhã cedo tinham noventa por cento de semelhança com as joias expostas agora.

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