Ninguém falou.
A voz de Camille ecoou no salão vazio, soando excepcionalmente estridente.
Osvaldo estava atrás dela, e seu rosto já não podia ser descrito apenas como lívido.
Seus lábios tremiam, não de medo, mas de raiva.
Ele nunca soube que Camille era tão burra.
Ela estava literalmente pisando na dignidade de todos os presentes.
Osvaldo repreendeu severamente: — Cale a boca, não diga mais nada!
Quando ela disse aquelas palavras, pensou que ele também estava presente?
Pensou que ele também era membro da "alta sociedade" que ela mencionou?
Pensou que aquelas palavras fariam a família Madeira perder toda a dignidade?
Osvaldo fechou os olhos e respirou fundo.
Ele ouviu pessoas sussurrando ao redor, algumas rindo, outras balançando a cabeça.
Ele abriu os olhos e olhou para as costas de Camille.
Ela ainda estava lá, ainda falando, com uma atitude ainda mais confiante: — ...Vocês, gastando o dinheiro da família para comprar essas coisas que não valem o preço, não poderiam fazer caridade? Vocês estão aqui fingindo...
— Chega.
A voz de Osvaldo não foi alta, quase dita entre dentes.
Mas Camille ouviu. Ela virou a cabeça, viu o rosto dele e seu coração deu um salto.
— Osvaldo, eu...
Osvaldo não lhe deu a chance de falar.
Ele levantou a mão e deu um tapa nela.
Um estalo alto ecoou por todo o salão silencioso, e todas as pessoas ficaram chocadas.
Camille cobriu o rosto, cambaleou dois passos e quase caiu.
Uma marca vermelha apareceu em seu rosto. Seus olhos se encheram de lágrimas e ela olhou para Osvaldo com incredulidade.
— Osvaldo, você... você me bateu? — Sua voz tremeu e as lágrimas caíram.
Não, não deveria ser assim. Ela só queria arruinar a reputação de Andreia.
O que ela tinha feito de errado!

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