Pensando nisso, o coração de Osvaldo amoleceu.
— Descanse bem. Não se preocupe com o resto, eu resolvo.
Do lado de Andreia, era realmente hora de dar uma boa lição nela.
Caso contrário, ela não saberia o seu lugar.
Osvaldo saiu do consultório médico, parou no corredor e pegou o celular.
Seus dedos pararam na tela por um momento, e então ele ligou para o assistente.
— Bloqueie todos os cartões bancários da Andreia.
A voz dele era baixa, mas cada palavra soou muito clara.
— Já que ela não quer viver em paz, não me culpe. Quero ver o que ela vai fazer sem uma fonte de renda.
Ele desligou o telefone. Seu rosto não mostrava expressão, mas havia algo resoluto em seu olhar.
Andreia, foi você quem me obrigou a isso.
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Depois do trabalho, Andreia deu uma volta no shopping perto de seu condomínio.
Ela só tinha dois conjuntos de roupas e precisava comprar mais dois.
De qualquer forma, ela estava trabalhando agora, e boas roupas eram o seu cartão de visitas.
Ela andou por algumas lojas, escolheu duas camisas e uma saia. O preço não era tão alto, mas ainda assim custou alguns milhares.
Quando ela escolheu as roupas e se preparou para passar o cartão, a caixa passou o cartão na maquininha, e a máquina emitiu um bipe estridente.
A caixa olhou para a tela, depois para Andreia, com um sorriso um pouco constrangido no rosto.
— Senhora, me desculpe, mas este cartão não está passando. Teria outro cartão, por favor?
Andreia franziu a testa e tirou outro cartão da carteira.
— Tente passar este.
A caixa pegou o cartão e o passou. O mesmo bipe soou de novo.
— Desculpe, ainda não deu. — A voz da caixa carregava um tom de desculpa: — Gostaria de tentar outro?
Andreia tirou todos os cartões da carteira e os testou um por um.
Cada um deles mostrou o mesmo resultado... bloqueado!

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