— Não, não, não... Já estou vendo bem o suficiente! — O pomo de adão de Tiago rolou, e ele recuperou os sentidos rapidamente. — Sr. Valente, ela não parece normal. Está com a pele muito avermelhada por todo o corpo...
A têmpora de André não pôde deixar de pulsar.
Com a mulher nos seus braços, não tinha como ele não perceber que ela não estava em condições normais.
— Então o que você está esperando? Vá dirigir o carro!
— Ah... Sim!
André segurou a mulher nos braços. O corpo dela estava quente como fogo. Não parecia febre, parecia mais...
Como se para confirmar sua suspeita, a mulher aparentemente inconsciente começou a ficar inquieta no segundo seguinte.
A mão macia e sem ossos dela moveu-se lentamente pelo peito dele, e soltava um gemido de vez em quando.
— Quente...
André franziu levemente a testa e, inesperadamente, não a jogou no chão.
Dois minutos depois, Tiago trouxe o carro, olhou para o terno já amassado de seu chefe e não soube que expressão fazer.
— Então, Sr. Valente... quer que eu pegue?
— Abra a porta. — A voz do homem estava terrivelmente grave.
— Oh, sim!
André ergueu a mulher nos braços, curvou-se e... a jogou dentro do carro.
Tiago arregalou os olhos na mesma hora, sem saber o que dizer.
Dizer que ele foi rude? Ele claramente a segurou e não deixou mais ninguém segurá-la.
Dizer que ele foi gentil...
Quem colocaria uma beldade no carro arremessando-a?
André entrou pelo outro lado. O olhar escuro parecia impregnado pela penumbra quando ele disse na direção em que Tiago estava: — Ainda não vai andar? Quer morar aqui?
— ...
Tiago riu sem graça. — Vamos, vamos. Sr. Valente, nós vamos levar essa senhorita para o hospital?
— Senão para a sua casa?
— ...

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