Valentina parou, e aqueles seus olhos fascinantes encararam Janaina fixamente, como se quisesse ler a sua mente.
Mas, não importa como ela olhasse, essa mulher tinha uma aparência calma.
Ela não conseguia entender as suas intenções.
Valentina estalou os lábios. — Você gosta de André?
— Gosto, sim.
Como ela poderia não gostar?
— Um solteirão de ouro, bonito, com um bom caráter, a personalidade dele combina muito comigo. Diga-me... eu poderia encontrar um melhor par do que ele?
Valentina balançou a cabeça. — Não.
— Mas tem uma coisa que eu não entendo.
Janaina perguntou: — O quê?
— De onde vem toda a sua confiança?
Valentina apoiou o queixo numa das mãos, olhando como se estivesse analisando uma obra de arte. — Alguém com o meu status tem que ter cautela com André. Mas você... Não é que eu esteja te rebaixando, mas investiguei o seu passado.
— A família Assis em Riviera não passa de uma família comum quando comparada à Família Valente, e você não tem nenhum suporte, por que tem tanta confiança? Hum?
Até mesmo no dia anterior, aquela mulher realmente olhara para André com desdém.
E agora ainda queria se agarrar a ele?
E ainda por cima usando esse rosto?
Valentina não conseguia entender, e sentia um pouco de raiva também...
— Usando esse rosto.
— ...
Inesperadamente, Janaina a silenciara com aquela frase. Ela rodou o anel no dedo indicador. — Além disso, qual passarinho não sonha em sair do ninho para alcançar o topo? Você tem que ter sonhos, nunca se sabe quando eles podem se realizar.
Valentina zombou: — É, você tem razão.
— Claro.
— Tudo bem.
Valentina gostava desse tipo de personalidade. O que ela dizia era sempre o que ela fazia.
— André não é tão indestrutível. Se quer conquistá-lo... Deixe comigo.

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