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Eles Pareciam uma Família, E Eu Virei a Estranha romance Capítulo 333

Tadeu arrastou Hortência para fora do hotel com uma expressão pesada, olhando constantemente para trás. Ele não conseguia afastar a sensação de que a aparição repentina dela fora uma coincidência grande demais, o que o deixou inexplicavelmente inquieto.

Para Hortência, a reação dele parecia pura culpa. Ela puxou a manga da camisa de Tadeu, sua voz tornando-se afiada: — Tadeu, o que você está olhando? Está tão preocupado com aquela mulher assim? Saiu de lá e ainda não consegue desviar o olhar?

Nas primeiras horas da madrugada, ainda havia alguns pedestres passando pelas ruas do centro. Os gritos inapropriados de Hortência atraíram inúmeros olhares curiosos.

Graças a essas acusações, a cautela de Tadeu foi rapidamente substituída pela fúria. Ele deu um puxão brusco nela, tentando empurrá-la para dentro do carro, e perguntou impaciente: — Hortência, que merda você está falando? Que mulher? Era só uma faxineira, você é cega por acaso?

Hortência se acalmou um pouco, mas continuou a encará-lo com suspeita, expressando silenciosamente sua total falta de confiança.

Ela continuou parada no mesmo lugar, espiando de rabo de olho na direção do hotel, sem a menor intenção de entrar no carro.

O rosto de Tadeu ficou ainda mais frio. Incapaz de suportar o olhar de Hortência, ele exigiu: — Você não ouviu o que a faxineira disse? O filho dela tem a minha idade. O quão desesperado eu teria que estar para trair você com alguém daquele tipo? Hortência, se você quer suspeitar de algo, pelo menos tenha uma base lógica! Eu não consigo entender o que se passa na sua cabeça. Chega, já é tarde. Vamos para casa dormir.

Hortência permaneceu imóvel, seu olhar tornando-se ainda mais pesado: — Tadeu, se você não veio procurar ela, por que mentiu para mim? Você não disse que ia para a mansão principal? Por que veio para cá? Desde quando vocês se conhecem?

A enxurrada de perguntas deixou Tadeu completamente irritado, mas com uma pontada de culpa. Ele olhou inconscientemente para o hotel mais uma vez antes de responder: — Eu tenho meus próprios assuntos para resolver. De qualquer forma, não houve traição. Hortência, já chega de fazer show. Não teste a minha paciência.

Os olhos de Hortência marejaram instantaneamente e ela abraçou a cintura de Tadeu com força: — Tadeu, eu não quero ser assim, mas tenho tanto medo. Você sempre diz que me ama, mas aconteceram tantas coisas desde o nosso casamento. Eu simplesmente não consigo ficar em paz. Me leva lá dentro e me mostra o que você veio fazer aqui, pode ser?

Ela despejou suas mágoas, mas para os ouvidos de Tadeu, aquilo soava como se ela ainda suspeitasse que ele tivesse um caso com a faxineira idosa.

Ele não conseguia compreender a lógica de Hortência. Sua cabeça doía tanto que ele até se esqueceu de perguntar quem a havia mandado até ali.

Irritado, Tadeu empurrou as mãos dela: — São assuntos de trabalho que você não entenderia mesmo se eu explicasse, então pare de perguntar. Quanto a traição... mesmo se eu fosse trair, jamais escolheria uma coroa daquelas. Fique tranquila.

Ela tirou o celular da bolsa e mostrou a mensagem anônima, justificando-se: — Tadeu, eu juro que não fiz por mal. Eu só estava com muito medo e por isso... Quem você acha que mandou isso?

Glaucia!

O nome surgiu imediatamente na mente de Tadeu.

Antes que ele pudesse processar a informação, o telefone tocou. Era Napoleão. A voz explosiva de seu pai ecoou através do alto-falante: — Tadeu, que merda você andou fazendo? Mal se casou e já está metido em escândalos! E ainda deixou o pessoal do Grupo Estrela filmar tudo! Você quer matar o seu velho do coração?

O Grupo Estrela era a empresa concorrente do Grupo Pires. As duas famílias estavam disputando o mesmo projeto gigante, e a tensão estava no limite máximo.

Tadeu ficou atordoado. Foi então que uma notificação em seu navegador chamou sua atenção: minutos atrás, o próprio CEO do Grupo Estrela havia publicado uma entrevista pessoal, zombando sutilmente da falta de moral e da vida privada caótica da família Pires.

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