Entrar Via

Eles Pareciam uma Família, E Eu Virei a Estranha romance Capítulo 340

Mas a noite chegou e Giselle não recebeu nenhuma resposta de Hortência, o que começou a deixá-la um pouco insegura.

Em teoria, conhecendo o tipo de pessoa que Hortência era — alguém que suou sangue para se infiltrar na elite e se tornar a Senhora da família Pires —, ela deveria estar desesperada para exibir seu novo status. Com Giselle se oferecendo de bandeja, como Hortência poderia não reagir?

Será que ela havia subestimado Hortência? Talvez a mulher não fosse tão fútil quanto imaginava?

Se fosse o caso, teria que bolar outra forma de criar um contato com ela.

Mas a verdade é que, desta vez, Giselle não havia subestimado Hortência.

O problema era que Hortência não conseguia se dividir em duas.

O escândalo da traição flagrada na internet ainda não havia sido contornado. Ela mal tinha conseguido se mudar da mansão da família, e agora era forçada a voltar para ser repreendida. Para piorar, aquele bando de sanguessugas da família Galvão, recém-saídos da delegacia, foram bater à sua porta. Um grupo inteiro acampou na entrada da mansão tradicional da família, recusando-se a ir embora, exigindo que Hortência lhes desse dinheiro e benefícios.

Os homens da família Pires, Napoleão e Tadeu, estavam ocupados demais disputando licitações com o Grupo Estrela e lidando com a crise de relações públicas na internet. Eles não tinham tempo para intervir.

Vitória, por sua vez, tinha um temperamento muito frágil e era incapaz de lidar com aquele bando de aproveitadores sem vergonha da família Galvão. Então, toda aquela bagunça sobrou para a própria Hortência resolver.

Hortência estava enlouquecendo com aquela gente.

Eles já tinham combinado a história antes mesmo de aparecerem: não iriam a lugar nenhum sem arrancar dinheiro. Mesmo no auge do inverno rigoroso, eles preferiam dormir encolhidos na porta da mansão a procurar um abrigo.

O fato de Tadeu ter se casado com Hortência era inegável. Ficar mandando os parentes dela para a delegacia vez após vez pegaria muito mal para a reputação da família Pires. Diante disso, a única solução era resolver o assunto em sigilo.

Por um dia e uma noite inteiros, Hortência foi forçada a ficar ali, tentando raciocinar com aquela gente e convencê-los a ir embora, mas tudo foi em vão.

Eles não comiam, não dormiam, e a prendiam ali com eles. Se eles não comiam, ela também não. Se eles não dormiam, ela também não.

Enquanto isso, Vitória, completamente sem pulso, ficou com medo de que a situação acabasse em tragédia por conta do frio ou da fome. Ela mandou os empregados levarem marmitas com hora marcada e até separou algumas roupas grossas que já não usava para entregar a eles.

Uma ameaça atrás da outra. Os ouvidos de Hortência já estavam calejados, mas nada adiantava.

Essa gente era ainda mais baixa do que ela imaginava. Sem ver a cor do dinheiro, eles não dariam um passo para trás.

E que papo furado de colheita era aquele? Falavam como se ela não tivesse crescido na roça, como se nunca tivesse plantado nada. Estavam às vésperas das festas de fim de ano, não havia nenhum trabalho pesado para se fazer na terra, era o período de entressafra! Passar uns dias fora não mudaria absolutamente nada. Era apenas uma desculpa barata para extorquir dinheiro.

Mas o que mais enfurecia Hortência era ver que os próprios pais e o irmão mais novo haviam se juntado ao bando para pressioná-la, sem o menor pingo de consideração por ela. Hortência estava à beira de um colapso nervoso.

Eles sabiam perfeitamente bem que ela não podia chamar a polícia e não ousaria partir para a agressão física, por isso agiam com total impunidade.

Já sem paciência, Hortência lançou um olhar cortante para Fabiana, que estava no meio da multidão: — Não fui eu quem convidou vocês para o casamento! Vão cobrar de quem mandou vocês virem, eu não tenho nada a ver com isso. Dou um conselho para vocês: vão embora logo. A minha sogra está sozinha em casa e ela é boazinha, mas quando o meu sogro chegar, as coisas vão ficar feias para o lado de vocês.

Ela queria usar Napoleão para botar medo, mas o tiro saiu pela culatra. Iracema rebateu: — E não é melhor ainda? Já que o seu sogro bonzão não está, entra lá e pede o dinheiro para a sua sogra, ué! A gente já não disse? Pega o dinheiro, a gente vaza. Tão simples. Por que é que você não consegue entender?

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Eles Pareciam uma Família, E Eu Virei a Estranha