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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 698

A decoração requintada com flores se misturava às luzes brilhantes, transformando o local do casamento em um cenário de sonhos.

Os convidados não paravam de entrar, distribuindo votos de felicidade em meio a risos alegres.

Apenas os próprios noivos sabiam perfeitamente que aquele casamento grandioso não passava de uma encenação para os outros.

Não era o que o noivo queria.

E nem o que a noiva queria.

Os dois mantinham uma relação de fachada, mas precisavam parecer um casal apaixonado diante de todos.

— A Isabella voltou? — Fábio perguntou de repente.

Naiara respondeu: — Sim, já faz um tempo.

— E você e o Afonso...

— Nós estamos bem. Somos grandes amigos.

Fábio sorriu levemente.

— Você é sempre tão racional e lúcida.

Naiara ponderou: — Não é bom ser racional?

— É bom, mas também é ruim. Ser racional demais muitas vezes faz a gente engolir injustiças.

— Eu não engulo injustiças. Contanto que as pessoas que eu amo estejam bem, não há injustiça.

Fábio deu um suspiro profundo.

— Pode não ser injusto para você, mas há quem sofra com isso.

O coração de Naiara tremeu de leve.

— Ele também não vai sofrer.

— Ah, claro. — Fábio soltou um riso anasalado. — Se não estivesse sofrendo, não teria passado horas espancando o saco de pancadas no boxe como um louco naquele dia, a ponto de quase morrer de exaustão. Eu tentei parar, mas não consegui. No fim, ele até tirou as luvas e quase atravessou a parede com um soco.

Naiara apertou os punhos instintivamente.

Não é à toa que quando ele veio visitá-la naquele dia, estava com as mãos enfaixadas...

O olhar de Fábio pousou na entrada principal.

O homem usava um terno de alta-costura em tom de café escuro, elegante e imponente.

A mulher vestia um longo vestido bege acinturado, exalando graça e encanto.

A mulher, com a cabeça levemente inclinada, olhava para o homem com um olhar terno e apaixonado.

Ela estendeu a mão para ajeitar o colarinho dele num gesto natural e íntimo, como se fosse um hábito de sempre, parecendo perfeitamente uma esposa devotada.

Fábio engoliu as palavras que estava prestes a dizer e mudou de assunto: — Tem muita gente aqui e está barulhento, é melhor você ir descansar. Você está grávida, não se canse demais.

Naiara também pensava a mesma coisa, mas ainda assim brincou:

— Já está me expulsando tão rápido?

Fábio esfregou o nariz, num tom meio de brincadeira, meio sério: — Daqui a pouco vou subir no altar. Se eu te vir lá embaixo, acho que posso acabar desistindo do casamento.

Naiara forçou um sorriso: — Então eu já vou.

— Naiara. — O peito de Fábio apertou e ele a segurou. — Me dê um abraço antes de ir.

Naiara hesitou por dois segundos antes de responder com um sorriso fraco.

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