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Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo romance Capítulo 45

Wilson havia ouvido partes da ligação, e estava genuinamente perplexo.

Para os olhos do público, a esposa do magnata Bernardo Pereira vivia em um pedestal de glória — vida luxuosa, roupas de grife, dinheiro transbordando pelos bolsos.

Mas essa não era a realidade de Cora.

Bernardo nunca a impediu de gastar através dos cartões corporativos, mas jamais deu a ela dinheiro vivo.

Sendo tratada com indiferença dentro da Família Pereira, Cora não possuía fontes alternativas de renda.

Na prática, ela era pobre. Tinha apenas as roupas caras e o título vazio de "Senhora Pereira".

Era impossível que ela tirasse três milhões e meio em dinheiro do dia para a noite.

E ainda assim, a dívida sumira?

Logo ela, que no dia anterior estava chorando e implorando para ele?

— Descubra. Quero saber de onde veio cada centavo desse dinheiro! — Bernardo rosnou, trincando os dentes a cada palavra.

— Entendido, senhor. — Wilson assentiu, sentindo o suor frio escorrer pela espinha.

Bernardo não disse mais nada e saiu do carro, com o semblante tempestuoso.

Adelina ligou para apressá-lo:

— Bernardo, você já está vindo?

— Estou na entrada. — Ele respondeu com secura.

— Vou esperar por você então. — A voz de Adelina adotou aquele tom culpado e melodioso de sempre. — Eu sou tão fraca... se minha saúde fosse um pouco melhor, você não precisaria se preocupar tanto comigo e com o bebê.

Adelina era ardilosa. Sabia usar a criança nas entrelinhas, em vez de focar em si mesma, para causar pena e culpa no coração dele.

— Não pense bobagens. — Bernardo tentou consolá-la em tom baixo.

Mas aquela ladainha repetitiva já estava começando a esgotar sua paciência.

Ele deduziu que sua irritação era reflexo da atitude de Cora.

Andou a passos firmes em direção aos quartos.

Ao se aproximar da ala onde Adelina estava internada, no entanto, seus pés pararam.

Ele pensou consigo mesmo: se Cora estivesse ali para atormentar Adelina, ele a destruiria sem misericórdia.

Mas, ao abrir a porta, encontrou apenas Adelina, sozinha na cama.

— Bernardo? O que você está procurando? — Adelina perguntou, estranhando o olhar dele varrendo o quarto.

Adelina tentou segurá-lo de volta para arrancar um beijo.

Mas ele já havia virado de costas e se afastado a passos largos.

Adelina congelou. Foi a primeira vez que presenciou Bernardo tão apressado para ir embora.

Mordeu o lábio inferior, tentando suprimir as teorias sombrias que brotavam em sua mente.

A intuição feminina sussurrava que aquele desespero não tinha nada a ver com a empresa.

Se não era trabalho, o que mais poderia mexer tanto com os nervos de Bernardo?

De repente, a imagem de Cora atravessou a mente de Adelina, fazendo a cor sumir do seu rosto.

— Impossível. A pessoa que o Bernardo mais odeia no mundo é a Cora. — Ela se consolou em voz baixa.

O silêncio reinou novamente no quarto de hospital.

Do lado de fora, no corredor, Bernardo atendeu à ligação de Wilson imediatamente.

— Senhor Pereira, consegui rastrear a transação. Os três milhões e quinhentos mil vieram de uma conta nos Estados Unidos. O titular do envio atende pelo nome de Henrique. — Wilson disparou o relatório bancário assim que a chamada conectou.

Henrique.

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