Por isso, Cora rapidamente ocultou seus pensamentos.
— Eu não sou de Lagoa Cristalina, por que chamaria meus amigos para cá? — perguntou Cora, olhando para Bernardo com um sorriso contido.
— Eu cuidarei de tudo — respondeu Bernardo de forma concisa.
Cora apenas sorriu e continuou a observá-lo.
Bernardo não desviou o olhar, e os olhos de ambos se encontraram no ar.
— Sr. Pereira, sabe com o que estamos parecendo agora? — tomou Cora a iniciativa.
— Traição? Um caso extraconjugal? Ou outra coisa? — respondeu Bernardo, sem alterar a expressão.
Essa postura parecia uma admissão tácita do comportamento deles.
Cora o encarou, imóvel.
Não esperava que ele fosse tão direto.
Diante disso, Cora assentiu e acabou rindo em voz alta.
— Mas não dizem por aí que a pessoa com quem o Sr. Pereira mais se importa é a Sra. Pereira? — perguntou Cora, sem pressa. — Por que me parece que não é bem assim?
Bernardo manteve o contato visual, mas optou por não responder à pergunta.
Cora, percebendo que era melhor parar por ali, foi inteligente o suficiente para não insistir.
A atmosfera no carro se acalmou, e eles seguiram em silêncio até o hospital.
Quando Cora chegou ao hospital, o médico já a aguardava.
Evidentemente, Bernardo havia avisado com antecedência.
Cora foi levada para a sala de exames.
Ela havia tomado um remédio para o estômago antes, que fez um bom efeito, e agora já não sentia dor.
O médico fez algumas perguntas gerais e realizou os exames.
Durante todo o processo, Cora permaneceu calada, e Bernardo aguardou pacientemente ao lado.
Não se importando nem um pouco com o fato de ter compromissos logo em seguida.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo
Não entendi nada pq o diálogo dessa negociação mudou para essa linguagem nórdica....