Ela já havia arrancado completamente a máscara que usava na frente de Bernardo.
— Cora, você acha que o Bernardo vai acreditar em mim ou em você? — Adelina perguntou a Cora com um sorriso.
— Se eu ligar para o Bernardo e disser que você me obrigou a vir aqui, você acha que ele não te mataria num acesso de raiva? — As palavras dela já carregavam uma ameaça explícita.
Adelina até balançou o celular na mão sem a menor vergonha.
— Então, seja esperta. Pare de se agarrar ao Bernardo, assine os papéis do divórcio e suma. Quanto à semente na sua barriga, já que ela é útil para o Bernardo, no mínimo eu deixarei que viva até ele conseguir as ações. Fique tranquila, eu vou mandá-lo para um caixão de quinta categoria, se não o jogar direto em um valão. — Dizendo isso, ela soltou uma risada estridente.
Era como se essa cena sangrenta já estivesse se materializando diante dos olhos de Cora.
Apunhalando Cora repetidas vezes.
Cora sabia que Adelina não estava brincando, ela falava sério, com uma crueldade impiedosa.
Quão cruel uma mulher precisaria ser para cometer algo tão desumano?
Cora abaixou o olhar e, de repente, um estalo nítido de um tapa ecoou pelo ar.
Sua mão havia atingido o rosto de Adelina com muita força.
Na pele clara, surgiram as marcas de cinco dedos, tão profundas que quase se podia ver o sangue.
Adelina encarou Cora, atônita. Nunca em sua vida imaginara que Cora levantaria a mão contra ela.
— Cora, você... — Ela ficou tão chocada que perdeu as palavras, e a humilhação misturada com raiva transparecia em seus olhos.
Talvez fosse porque ela passara tempo demais fingindo ser delicada e frágil.
Que agora, precisando de fato brigar com alguém, Adelina ficou completamente desnorteada, sem saber o que dizer.
— Adelina, você é a amante mais sonsa e abusada que eu já vi. — Cora disse cada palavra de forma muito clara. — Você mereceu este tapa. Como você e Bernardo ficam trocando carinhos não é problema meu. Mas vir aqui me atazanar, isso eu não vou aceitar. Adelina, eu não sou uma pessoa fraca que você pode amassar e moldar do jeito que quiser.
— Eu vou contar para o Bernardo! Ele com certeza não vai te perdoar! — Adelina estava realmente em colapso.

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