Cora não ousou se mexer, com medo de que ele percebesse.
A única opção era se forçar a relaxar.
Depois disso, não soube se foi pelo cansaço, mas acabou caindo em um sono profundo.
O quarto principal mergulhou no silêncio.
Os dias seguiram assim, pacíficos, por mais quatro ou cinco noites.
Bernardo continuava a cuidar bem de Cora, trazendo pontualmente o leite para a sua mesa de cabeceira.
Ele era atencioso em cada detalhe.
Ela pensava que qualquer pessoa normal adoraria ter alguém como ele ao seu lado.
Tentava imaginar o rosto dele em sua mente.
Aquilo deveria lhe despertar paixão.
Contudo, ela logo franziu a testa.
Sem saber o porquê, sentia uma extrema hesitação, como se estivesse diante de algo obscuro e confuso.
Acreditava que, talvez, a causa disso fosse sua amnésia.
Mas também era porque estava há dias sem beber aquele leite.
Cora sentia fragmentos de sua memória se juntando aos poucos, ainda que de forma desconexa.
Eles permaneciam muito turvos.
Conseguia ter uma vaga ideia do que havia acontecido.
Porém, os detalhes precisavam de um grande esforço mental.
Só que, toda vez que tentava se concentrar, sua cabeça doía.
Era um incômodo insuportável.
Por fim, essa dor a obrigava a desistir.
Entretanto, a angústia em seu peito se tornava cada vez mais evidente, difícil de traduzir em palavras.
Diante dessa situação, ela se tornou ainda mais calada.
Se antes costumava encher Bernardo de perguntas,
agora, quase não o questionava.
Ficava apenas em silêncio.
Ele pareceu notar a mudança:
— O que foi? Você não está se sentindo bem?
Automaticamente, ele colocou a mão na testa dela, como se checasse a temperatura.
Cora balançou a cabeça:

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo
Não entendi nada pq o diálogo dessa negociação mudou para essa linguagem nórdica....